Chinesa Xiaomi apresenta novos modelos de IA na aposta em agentes inteligentes

Nas últimas semanas, empresas como a Baidu, a Alibaba e a Tencent apresentaram plataformas semelhantes, num mercado em rápida expansão
Chinesa Xiaomi apresenta novos modelos de IA na aposta em agentes inteligentes
PAU BARRENA / AFP
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A tecnológica chinesa Xiaomi apresentou esta quinta-feira, 19, novos modelos de inteligência artificial (IA), incluindo o MiMo-V2-Pro, numa aposta no desenvolvimento de sistemas orientados para agentes inteligentes capazes de executar tarefas de forma autónoma.

A empresa lançou também o modelo multimodal MiMo-V2-Omni e o sistema de síntese de voz MiMo-V2-TTS, integrados numa nova gama concebida para este tipo de aplicações.

Segundo a Xiaomi, o MiMo-V2-Pro ultrapassa um bilião de parâmetros, uma escala comparável à dos modelos mais avançados do setor, estando otimizado para cenários em que a IA não só gera conteúdos, como interage com programas e ferramentas para completar tarefas complexas.

Em avaliações como o índice da plataforma independente Artificial Analysis, que reúne testes de raciocínio, programação e utilização de ferramentas, o modelo figura entre os dez melhores a nível global, refletindo o seu posicionamento no segmento mais avançado do setor.

O fundador da empresa, Lei Jun, indicou hoje na rede social Weibo que o modelo foi recentemente concluído e que o investimento em IA deverá ultrapassar este ano os 16.000 milhões de yuan (cerca de 2.029 milhões de euros), após a empresa ter mantido até agora um perfil “relativamente discreto” nesta área.

A responsável pela equipa de modelos de linguagem da Xiaomi, Luo Fuli, afirmou na rede X que esta é a primeira gama de modelos concebida especificamente para a “era dos agentes”, numa referência à evolução destes sistemas para além dos assistentes conversacionais.

Antes da apresentação oficial, um modelo anónimo, posteriormente confirmado como uma versão preliminar do MiMo-V2-Pro, circulou em plataformas de programadores sob o nome “Hunter Alpha”, onde registou elevados níveis de utilização e chegou a ser confundido com o futuro modelo DeepSeek V4.

O anúncio surge num contexto de crescimento dos chamados agentes de IA na China, impulsionados por ferramentas como OpenClaw, que permitem aos modelos interagir com sistemas informáticos e executar ações de forma autónoma.

Nas últimas semanas, empresas como a Baidu, a Alibaba e a Tencent apresentaram plataformas semelhantes, num mercado em rápida expansão, apesar dos alertas das autoridades sobre potenciais riscos de cibersegurança associados a estes sistemas.

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