

O desenvolvimento da tecnologia acelera, de forma particular na Inteligência Artificial. Com isto, as organizações veem-se obrigadas a proteger-se, mas uma coisa é certa: as penalizações financeiras vão, também elas, acelerar.
Aquelas que não estão cobertas por seguros poderão atingir os 700 mil milhões de euros até 2030. Em causa está um disparo de 309% face a 2023 (171 mil milhões de euros registados), o que significa que o valor vai mais do que quadruplicar neste período considerado.
Os dados fazem parte das conclusões de Insurtech Global Outlook 2026, um estudo elaborado pela NTT Data que incide sobre o setor dos seguros. Estes formam parte do ecossistema empresarial, pelas garantias que permitem às empresas. E também aqui, o uso de Inteligência Artificial (IA) é crucial.
É que, de acordo com as conclusões da mesma análise, "a criação de operações nativas em IA e assentes em modelos baseados em agentes poderão permitir às seguradoras alcançar poupanças de custos de até 35%, através da automação e da otimização de processos", pode ler-se. No entanto, as empresas do setor ainda estão substancialmente atrasadas neste parâmetro.
Pouco mais de uma em cada cinco seguradoras (22%) conseguiram escalar a IA para fase de produção, apesar de dois terços dos profissionais (66%) já usarem ferramentas de IA.