

O Standard Chartered, o quinto maior banco do Reino Unido, com cerca de 80.000 funcionários, planeia reduzir em mais de 15% os postos de trabalho nas funções corporativas até 2030, para aumentar a produtividade e rentabilidade com tecnologia.
Num comunicado divulgado esta terça-feira, a instituição explicou que a reorganização faz parte de uma nova fase de crescimento apoiada num modelo operacional “mais simples, rápido e conectado”, com um maior recurso à automatização, análise avançada de dados e Inteligência Artificial (IA) para agilizar os processos.
A imprensa especializada estima que os cortes afetem cerca de 7.000 pessoas.
O Standard Chartered estabeleceu ainda novos objetivos financeiros a médio prazo, após ter atingido com um ano de antecedência as metas previstas para 2026.
Desta forma, o banco aspira alcançar uma rentabilidade sobre o capital próprio tangível (RoTE) superior a 15% em 2028 e a atingir os 18% em 2030.
Prevê também um crescimento anual composto do lucro por ação de “dois dígitos altos” entre 2025 e 2028 e um aumento anual das receitas entre 5% e 7% nesse mesmo período.
Além disso, o Standard Chartered espera reduzir o rácio de custos sobre receitas para cerca de 57% em 2028, face aos 63% registados em 2025, e aumentar em cerca de 20% as receitas por colaborador antes dessa data.
O presidente executivo (CEO) do grupo, Bill Winters, afirmou que a nova estratégia parte da ideia de que o mundo está “mais interligado, mais complexo e mais transfronteiriço”, um ambiente em que os clientes exigem instituições capazes de resolver operações internacionais complexas.
O banco indicou que continuará a reforçar os negócios com maior potencial de crescimento estrutural, especialmente na Ásia, onde afirmou ter-se tornado o terceiro maior gestor de património da região.