

Entre janeiro e abril, Portugal viu nascer 19.503 novas empresas, um recuo de 4,6% (944 menos) face ao período homólogo, segundo o barómetro da Informa D&B.
A descida na criação de sociedades afetou a maioria dos ramos, com exceção da construção e das tecnologias de informação e comunicação, que cresceram 7,7% e 8,4% respetivamente — a construção mantendo uma tendência expansionista desde 2020 e as TIC impulsionadas por atividades informáticas.
Os setores mais penalizados foram a agricultura e pecuária (‑42%, menos 285 constituições), o retalho (‑13%, ‑226) e os transportes (‑15%, ‑217).
Em sentido contrário, os encerramentos provisórios até 5 de maio totalizaram 3.736, uma diminuição de 24% face a 2025, e nos 12 meses terminados em abril encerraram‑se 14.298 empresas, menos 8,7% do que no ano anterior — uma queda de encerramentos que se verificou de forma generalizada por regiões e setores, destacando‑se o retalho com uma redução de 16% (‑342).
Contudo, as insolvências reverteram a tendência de queda observada em 2025 e subiram 7,8% no primeiro trimestre, com 701 processos abertos (contra 650 um ano antes), sobretudo na construção (+28%) e nas indústrias (+14%), destacando‑se o setor têxtil e da moda.
O barómetro baseia‑se nas publicações de atos societários no portal Citius do Ministério da Justiça e inclui apenas sociedades com sede em Portugal, excluindo empresários em nome individual.