

O mercado português de bebidas não alcoólicas registou um crescimento de 2,7% em 2025, para 1,1 mil milhões de euros, um abrandamento face aos 3,1% observados em 2024, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Informa D&B.
A consultora nota que o ritmo de expansão tem vindo a desacelerar nos últimos anos — muito abaixo dos aumentos excecionais de 2022 (26,5%) e 2023 (12,1%).
Em relação ao ano passado, as exportações do setor totalizaram 197 milhões de euros, um decréscimo de 1,5% face a 2024, com Espanha a absorver cerca de 52% das vendas ao exterior.
As importações continuaram a crescer, mantendo a tendência iniciada em 2021, já que subiram 8,6% para 263 milhões de euros em 2025.
De salientar que quase 95% das compras provêm da União Europeia, sendo a Espanha responsável por quase 78% das importações nacionais de bebidas não alcoólicas.
O setor em Portugal é composto por 62 empresas dedicadas ao engarrafamento de água e à produção de refrigerantes e por outras 21 focadas na fabricação de sumos de fruta e produtos hortícolas. Em 2024, estas empresas empregaram cerca de 3.100 trabalhadores.
A produção de água engarrafada e refrigerantes concentra‑se sobretudo na região Norte (cerca de 25% das empresas), seguida da Grande Lisboa e do Centro (um pouco acima de 20% cada). No fabrico de sumos, as regiões Centro, Norte e Grande Lisboa reúnem, em conjunto, 62% dos produtores.