

O ritmo de criação de postos de trabalho no tecido empresarial mantém uma trajetória de desaceleração, tendo-se fixado em 2,3% em 2025. O indicador contrasta com as progressões mais acentuadas registadas nos anos anteriores, que atingiram 3,7% em 2024 e 4,7% em 2023, revelam os dados divulgados pela Informa D&B esta sexta-feira.
De acordo com o relatório da consultora, somente 19% das organizações expandiram a sua força de trabalho ao longo do último ano. Este desempenho traduz um recuo de um ponto percentual face ao comportamento verificado em 2024.
Em sentido inverso, a proporção de empresas que reduziram o número de colaboradores registou um incremento de um ponto percentual no mesmo intervalo temporal, avançando de 15% para 16%. Por sua vez, a esmagadora maioria das entidades analisadas — correspondente a 65% do total — não reportou qualquer modificação na sua estrutura de pessoal.
O setor da construção assumiu o papel de principal motor na criação de postos de trabalho, liderando a tabela setorial com uma expansão de 5,7% na sua força laboral. Os indicadores da consultora revelam ainda que quase 30% das empresas ligadas a esta atividade reforçaram as suas equipas de operários e técnicos ao longo de 2025.
No extremo oposto, e embora se tenha mantido em terreno positivo, a indústria transformadora registou o desempenho mais contido, com um acréscimo modesto de apenas 1% no volume de trabalhadores.
O cenário mais gravoso, segundo o estudo, foi identificado no setor da agricultura e recursos naturais, que se fixou como a única atividade económica a eliminar postos de trabalho, sofrendo um recuo de 2,7% na comparação direta com o ano de 2024.