

Em janeiro de 2026 foram constituídas 4.781 novas empresas em Portugal, menos 12% (-655) do que no mesmo mês de 2025, após um ano recorde de novas empresas.
Embora janeiro seja habitualmente o mês com mais constituições, a descida afetou quase todos os setores, com a exceção de Energias e Ambiente, que cresceu 88% (sete constituições), revela o Barómetro Informa D&B.
Os serviços continuam a dominar as aberturas, com os segmentos empresariais e gerais a concentrar mais de um terço das constituições de janeiro. Destacam‑se os serviços de apoio às empresas (731 constituições) e os serviços de saúde, desporto e bem‑estar (424 constituições). A Construção e as Atividades Imobiliárias mantêm posições relevantes no total de constituições, apesar de recuos de 0,8% (-6 novas empresas) e 12% (-74), respetivamente.
Entre as maiores quedas destacam‑se o Retalho (-133 constituições, que corresponde a -27%), Alojamento e Restauração (-125, ou seja, -24%) e Transportes (-122, uma redução de 28%).
Geograficamente, Lisboa (1.469 constituições), Porto (801), Braga (379), Setúbal (369) e Faro (276) lideraram o número de novas empresas. Apenas Coimbra (mais quatro empresas; um aumento de 4%), Viseu (mais duas; crescimento de de 5,7%) e Portalegre (mais uma nova empresa; +0,7%) registaram aumentos, embora marginais.
Quase 600 empresas encerraram em janeiro
No mesmo mês fecharam 596 empresas, com dados ainda sujeitos a atualizações do Registo Comercial. O setor das Indústrias registou o maior número de encerramentos (85), influenciado pelas indústrias têxtil e da moda (44). Nos serviços, os Serviços Empresariais contabilizaram 74 encerramentos, dos quais 62 nos serviços de apoio às empresas.
Foram ainda abertos 190 processos de insolvência em janeiro de 2026, menos 4% (oito empresas) do que um ano antes, prolongando a tendência de queda verificada ao longo do último ano.
As variações por setor foram moderadas: metade dos setores viu um aumento — com destaque para as Indústrias (+19%; +8 insolvências), que ainda concentram o maior número de processos — enquanto a Construção (-30%; -7) e o Retalho (-21%; -6) registaram as maiores diminuições.