

Bruxelas aprovou a joint venture entre os CTT e uma das gigantes europeias do transporte de encomendas. A empresa portuguesa terá direito a um encaixe líquido de 64 milhões de euros.
Inicialmente anunciado em dezembro de 2024, o acordo entre os CTT - Correios de Portugal e a DHL Ecommerce International Holdings fica agora completo. Num comunicado enviado à CMVM, os CTT fazem saber que a Comissão Europeia decidiu por uma "aprovação incondicional".
Posto isto, a CTT Expresso - Serviços Postais e Logística vai avançar para a aquisição da DHL Parcel Portugal. Em simultâneo, a DHL compra uma posição de 25% na CTT Expresso e os CTT compram uma posição igualmente de 25% na Danzas.
Esta última é acionista única da DHL Parcel Iberia que, por sua vez, é acionista única da DHL Parcel Portugal. O valor dos ativos (enterprise value) da transação à data do acordo não se alterou. O encaixe líquido variou consoante ajustamentos relativos à dívida líquida e ao fundo de maneio líquido.
Ora, mais à frente vai surgir uma "estrutura de opções de compra", pode ler-se. Consoante as contas financeiras de 2027, os CTT poderão adquirir 10% da Danzas, ao passo que a DHL vai poder adquirir 10% na CTT Expresso.
Mediante o desempenho operacional de ambas as empresas em 2028, a participação dos CTT na Danzas pode avançar para 49% (posição adicional de 14%), enquanto a posição da DHL na CTT Expresso pode subir também para 49% (posição adicional de 14%).
Sediada na Alemanha, a DHL deverá criar com os CTT "sinergias operacionais e comerciais significativas em Portugal e Espanha, bem como sinergias ao nível da estrutura empresarial", apontam os CTT. Estes perspetivam ainda que "o ritmo normalizado das sinergias possa ser alcançado ao longo dos próximos dois a três anos", com o EBIT anual (lucro operacional antes da dedução de juros e impostos) a superar os 35 milhões de euros.