

Os grandes bancos portugueses "apresentaram resultados sólidos no ano fiscal de 2025", o que irá ajudar a atravessar a incerteza geopolítica e macroeconómica que se espera para este ano, salientou a DBRS, numa análise divulgada esta segunda-feira, 16.
No ano passado, a rentabilidade dos bancos "beneficiou de libertações significativas de provisões gerais, que ajudaram a compensar a queda na receita líquida de juros, impulsionada principalmente por taxas de juros mais baixas", lê-se na análise da agência de notação financeira, que acrescenta que a qualidade dos ativos continuou a melhorar e a capitalização manteve-se sólida.
Já para este ano, a DBRS antecipa que os bancos "continuem bem posicionados para apresentar uma forte rentabilidade, apoiados pelo crescimento contínuo do crédito e pela Euribor estável ou ligeiramente mais alta", ainda que admitindo que os rácios de capital "diminuam modestamente em relação aos níveis elevados atuais devido ao crescimento contínuo dos negócios e à distribuição de dividendos aos acionistas".
Além disso, "possíveis perturbações nos mercados globais de energia decorrentes do conflito no Médio Oriente podem impactar a inflação e o crescimento, afetando potencialmente a qualidade do crédito e a procura por empréstimos, dependendo da duração e da gravidade do conflito", alertou a agência.
Ainda assim, os bancos entram em 2026 com "reservas sólidas que ajudam a mitigar a elevada incerteza geopolítica e macroeconómica".
Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a cinco mil milhões de euros em 2025, ano em que CGD, BCP e Novo Banco registaram os maiores resultados das suas histórias.
Segundo contas da Lusa, no total, os cinco maiores bancos, que representam mais de 80% do sistema bancário, tiveram em 2025 lucros totais de 5.226,5 milhões de euros, mais 5,9% do que em 2024.
Confirma-se, assim, que o ano de 2025 foi, até agora, o de maior lucro agregado dos principais bancos. O aumento dos lucros foi impulsionado, sobretudo, pelos resultados da Caixa Geral de Depósitos, mas também de BCP e Novo Banco, que registaram no ano passado os maiores lucros de sempre.