Digi não vai aumentar preços dos serviços este ano

Operadora quer melhorar a qualidade da rede
Digi não vai aumentar preços dos serviços este ano
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O diretor executivo e de estratégia e operação da Digi afirmou esta terça-feira, 13 de janeiro, que a operadora não vai aumentar os preços dos serviços este ano e que quer melhorar a qualidade da rede.

"Não iremos aumentar os preços em 2026", disse Valentin Popoviciu, 'chief strategy & operation officer and executive diretor', aos jornalistas, num encontro em Lisboa.

A Meo, NOS e Vodafone já anunciaram que vão aumentar os preços este ano.

Popoviciu, que não avançou números de investimento no mercado português, adiantou ainda que a Digi Portugal pretende ter mais espectro para melhorar a qualidade do serviço e está disponível para ir a leilão.

Questionado sobre se a Digi pretende ter mais espectro, Valentin Popoviciu, 'chief strategy & operation officer and executive diretor', foi perentório: "Claro, [quando entrámos] no mercado viemos em busca de um espectro novo e transparente" e agora "também na licitação" que irá ocorrer.

"Tentámos obter mais espectro para termos como base inicial, o que nos permite fornecer serviços para um número de clientes e criar a cobertura e a capacidade inicial, mas não é suficiente, porque se observar o espectro que está alocado às operadoras agora na banda baixa", que é importante para cobertura em áreas rurais, estradas, entre outros, disse, explicando que a Digi tem um espectro mais baixo que a concorrência.

"Para nós é importante aumentar o espectro aqui" para melhorar a qualidade quanto os clientes estarão apenas em algumas áreas onde podem ter a acesso uma banda baixa, explicou Valentin Popoviciu.

O responsável referiu ainda que existe a banda dos 700 megahertz que não foi ainda leiloado.

"Esperamos que a Anacom [Autoridade Nacional de Comunicações] e o Governo realizem um leilão talvez no próximo ano", salientou.

"Estamos preparados para o leilão. Queremos participar no espectro tradicional e investir mais no espectro móvel", prosseguiu o executivo da Digi.

Valentin Popoviciu não defendeu o prolongamento das atuais licenças, mas depois de ser lançado o leilão não exclui que o período de concessão seja maior.

"Acho que o prolongamento não é razoável", disse, aludindo às licenças que expiram em 2027, às quais a Digi também está disponível para ir a leilão.

"Estamos aqui a longo prazo", acrescentou Dragos Chivu, CCO da Digi Iberia, no mesmo encontro.

Em suma, "estamos interessados em qualquer espectro disponível", rematou Popoviciu.

Atualmente, a Digi tem dois milhões de casas com rede fixa, em zonas urbanas.

Quanto ao serviço de Sport TV, os responsáveis disseram que este não "é um foco" para a Digi.

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