

As empresas portuguesas bateram em 2024 o recorde de donativos, alcançando 332 milhões de euros, revela a 7.ª edição do estudo da Informa D&B.
O ano também registou o maior número de entidades doadoras: 74 487 empresas, equivalente a 19% do tecido empresarial, taxa idêntica à de 2023, mas com um donativo médio por empresa a subir 22%.
Os sectores do Retalho e dos Serviços empresariais concentraram 51% do total doado. O Retalho representou 25% do montante e foi o setor com mais empresas doadoras (21% do total), com um donativo médio de 5.300 euros. Já os Serviços empresariais, apesar de menor número de doadoras (10% do total), foram responsáveis por 26% do valor, com um donativo médio de 11.500 euros por empresa.
A banca e as seguradoras, embora numericamente menos representadas, destacam‑se pelo impacto financeiro, contribuindo com 25 milhões de euros, cerca de 8% do total, e tiveram um donativo médio por empresa de 620 mil euros — quase metade das instituições do setor fez donativos.
As grandes empresas, apesar de serem apenas 1% das doadoras, representaram 36% do montante total, com um donativo médio de 162 mil euros e uma taxa de doação de 70%. As PME também mostram taxas significativas de participação, enquanto as microempresas, embora com menor peso individual, explicam 81% do número total de doadoras.
Geograficamente, a região Norte concentrou 38% das empresas doadoras (30% do valor), mas a Grande Lisboa concentrou 51% do montante total e o maior donativo médio por empresa (15 mil euros), refletindo a presença de empresas de maior dimensão.
44% das empresas doadoras têm mais de 20 anos e representaram 81% do valor doado; 34% são empresas familiares, com 25% do total de donativos.
A regularidade também acaba por ter o seu peso, uma vez que 23% das doadoras em 2024 também doaram nos quatro anos anteriores, e 79% do valor de 2024 provém de empresas que doaram regularmente nos últimos cinco anos. No total, nos últimos cinco anos 134 mil empresas doaram cerca de 1,3 mil milhões de euros.
Teresa Cardoso de Menezes, diretora‑geral da Informa D&B, afirma que "os donativos são, por um lado, uma prática encorajada pelo Estado, através do mecenato e dos benefícios fiscais; mas têm também um papel relevante no desempenho não financeiro das empresas, sendo que as que doam regularmente apresentam um score ESG mais elevado".