EDP quer ser a fonte de energia dos futuros 'data centers' em Portugal e Espanha

A empresa espera investir 4,1 milhões de euros nesta vertente até 2030, já que os dois países têm "uma localização competitiva". O lucro disparou 22% nos primeiros nove meses do ano.
O presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade.
O presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade.Nuno Veiga / Lusa
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A EDP espera ser a fonte de energia de data centers em Portugal e Espanha e garante estar "bem posicionada" para tal, além de estimar um investimento de 4,1 mil milhões de euros na rede até 2030. A energética viu o lucro disparar 22% para 1,2 mil milhões até setembro.

A informação consta dos resultados apresentados esta quinta e sexta-feira, depois de a própria empresa informar que o CEO, Miguel Stilwell d'Andrade, vai deixar o cargo no próximo ano.

O presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade.
Miguel Stilwell de Andrade deixa a liderança da EDP no final do mandato

A EDP salienta que a Península Ibérica "é uma localização competitiva para atrair investimentos em data centers de dimensão e a EDP está pronta para apoiar o crescimento de procura energética", pode ler-se.

A empresa quer ver a capacidade instalada crescer 5,5GW, ao mesmo tempo que pede a desburocratização dos processos. Para tal, conta com uma estimativa de investimento na ordem de 4,1 mil milhões de euros para o período de 2026 a 2030.

Lucro sobe 22% num ano

De resto, a EDP registou um resultado líquido (lucro) na ordem de 1,2 mil milhões, nos nove primeiros meses de 2026. Em causa está uma subida de 22% face ao valor alcançado no mesmo período do ano passado.

Em simultâneo, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 11% e atingiu 4,2 mil milhões de euros.

CEO diz que deixa EDP numa "posição forte e "em boas mãos"

O presidente executivo (CEO) da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, que vai deixar a liderança da EDP em 2027, disse estar confiante de que deixa a empresa numa “posição forte”, com uma “direção clara” e “em boas mãos”.

Numa conferência telefónica com analistas para apresentação dos resultados até setembro, Stilwell d’Andrade - que anunciou na quarta-feira não estar disponível para integrar os órgãos sociais da elétrica no próximo mandato, após “mais de 25 anos na EDP, 15 anos no Conselho de Administração e os últimos seis como CEO” - afirmou-se hoje “genuinamente orgulhoso” dos resultados alcançados pela empresa.

“Ao longo de todos estes anos, temos vindo a trabalhar no sentido de construir uma empresa global mais limpa e mais forte. Tem um balanço financeiro extremamente sólido, tem uma visão estratégica clara e está numa posição forte para o futuro. E isso, sinceramente, é uma das coisas que me dá a maior confiança para tomar esta decisão”, sustentou.

Descrevendo a atual equipa de liderança da elétrica como “excecional”, o CEO disse poder “afirmar com verdadeira confiança que a EDP está em muito boas mãos”, com “uma direção clara e todos os ingredientes para continuar a ter sucesso nos próximos anos”.

“A EDP é uma parte muito importante da minha vida. Cresci com a empresa, trabalhei com pessoas extraordinárias e foi um verdadeiro privilégio fazer parte desta transformação ao longo dos anos. E sinto-me genuinamente muito orgulhoso do que alcançámos juntos”, admitiu.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pela elétrica, o atual CEO cessará funções no final do atual mandato, que termina com a Assembleia Geral Anual a realizar em 2027.

O presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade.
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