Empresas portuguesas participam na Hannover Messe para reforçar contactos internacionais, num evento descrito pelos participantes como “a maior feira industrial do mundo” que serve de porta de entrada para o mercado alemão.
A Hannover Messe, que começou na segunda-feira e termina na sexta-feira, reúne milhares de expositores nas áreas da engenharia, energia, tecnologia e digitalização, sendo uma das principais montras globais da indústria.
A Azitek, uma das três dezenas de empresas a integrar a comitiva portuguesa, participa pela primeira vez como expositor, numa fase de expansão europeia.
“Este ano estamos a investir na expansão a nível europeu e decidimos que era o momento para apostar em feiras e eventos”, sublinhou à agência Lusa o responsável por parcerias e expansão, Tomás Proença.
“A Hannover Messe é a maior feira da indústria a nível global e, como a Alemanha é um mercado difícil de entrar quando não se fala a língua, achámos que seria uma boa aposta”, acrescentou.
A empresa procura sobretudo contactos técnicos e operacionais.
“Queremos falar com pessoas que estejam envolvidas nos problemas que queremos resolver, responsáveis por planeamento e logística, que estão com a ‘mão na massa’”, explicou, destacando ainda a apresentação de um sistema de localização em tempo real desenvolvido de raiz, “altamente escalável, robusto e com elevada durabilidade”.
O ISQ, Centro de Interface Tecnológico de Portugal, centra a sua participação na promoção de soluções industriais mais sustentáveis, nomeadamente ao nível da eficiência energética e da descarbonização, procurando também criar novas oportunidades de negócio no estrangeiro.
“É a maior feira industrial do mundo, onde estão presentes os principais ‘players’, e um sítio importante para percebermos as novidades e estabelecermos contactos”, afirmou António Nascimento, da direção comercial do ISQ.
Já o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) participa pela segunda vez, com o objetivo de reforçar a visibilidade internacional e captar novas parcerias.
“É uma estratégia para termos cada vez maior visibilidade junto da comunidade internacional”, afirmou Hélder Lopes, do gabinete de transferência de tecnologia.
Entre as soluções apresentadas está um sensor capaz de medir hidrogénio em tempo real em redes de gás natural, já em fase de testes em ambiente semi-industrial, bem como uma plataforma de monitorização sísmica com aplicações em diferentes setores.
“Mais do que isso, viemos promover as capacidades do instituto de forma mais abrangente”, referiu, sublinhando a aposta em áreas que vão “das ciências da vida à energia”.
A presença portuguesa inclui ainda empresas como a VLASERON, que participa pela primeira vez na feira numa lógica de antecipação da retoma económica.
“É uma aposta em contraciclo, queremos estar quando acontecer a retoma”, afirmou o administrador responsável pelas exportações, Pedro Simões.
A empresa, que exporta cerca de 49% da sua produção, procura reforçar a presença no mercado alemão, apresentando soluções na transformação de chapa metálica.
A participação portuguesa na Hannover Messe mantém-se em linha com anos anteriores, com cerca de três dezenas de empresas e entidades.
Em 2025, as exportações do setor metalúrgico e metalomecânico para a Alemanha atingiram 3,9 mil milhões de euros, um aumento de 6,7% face ao ano anterior.