O departamento de Novos Empreendimentos da ERA Portugal alcançou em 2025 máximos históricos, com um aumento de faturação de 51%, traduzido em 20 milhões de euros em comissões recebidas, revelou a imobiliária esta quinta-feira, 29.
Esta área passou a representar 18% da faturação total da rede, mais três pontos percentuais face ao ano anterior.
A atividade acelerou após 2024, uma vez que a ERA vendeu cerca de 1.700 casas novas em 2025, um crescimento de 33%, num cenário marcado por procura intensa, maior estabilidade macroeconómica e normalização das condições de financiamento, fatores que reforçaram a confiança dos compradores, segundo a imobiliária.
A descida das taxas de juro contribuiu para aumentar a capacidade de compra, enquanto a pressão sobre os preços resulta da procura elevada e da oferta limitada nas zonas urbanas principais, sustenta a empresa em comunicado.
“O crescimento registado em 2025 é indissociável da aposta clara na especialização e na qualidade do serviço. Investimos de forma estruturada na formação das nossas equipas, através da Academia ERA, com programas desenhados para responder às exigências reais do mercado, e isso refletiu-se numa execução mais consistente e em melhores resultados para os promotores”, afirmou David Mourão‑Ferreira, diretor do departamento.
“Em 2026, o foco passa por aprofundar este modelo: mais critério, mais capacitação e um serviço cada vez mais próximo de uma lógica de verdadeira consultoria”, concluiu o mesmo responsável.
No perfil da procura, destacaram‑se jovens compradores e famílias, com preferência por tipologias intermédias (T1 e T2) em localizações bem servidas por transportes e serviços.
Em 2025, 92% das habitações novas foram adquiridas por portugueses (+2 pp face a 2024). Entre compradores estrangeiros, os brasileiros surgem em segundo lugar, seguidos por angolanos, britânicos e norte‑americanos. Os investidores mostraram uma abordagem mais criteriosa, orientada para rentabilidade e preservação de valor.
Geograficamente, o Porto foi o concelho com maior volume de vendas (11% das transações de habitação nova), seguido por Lisboa, Santo Tirso, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Loures, Coimbra, Maia, Gondomar e Seixal.
De acordo com a ERA Portugal, entre os critérios decisivos para a compra destacam‑se localização, eficiência energética, qualidade de construção e custos de utilização.