

A seguradora Fidelidade está a realizar trabalhos preliminares com vista a uma entrada na bolsa de Lisboa, prevendo-se uma avaliação acima de três mil milhões de euros, segundo fontes citadas pela Bloomberg.
De acordo com a agência norte-americana, que cita pessoas familiarizadas com o processo a seguradora tem desenvolvido conversas com bancos e potenciais investidores nas últimas semanas para uma possível oferta pública inicial (IPO, em inglês).
As fontes, que pediram para não ser identificadas, acrescentaram que estas conversações estão ainda numa fase inicial e podem não resultar numa venda de ações.
Para todos os efeitos, a Fidelidade não nomeou, ainda, consultores financeiros.
A Bloomberg acrescentou que a Fidelidade recusou comentar e aguarda resposta pela Fosun.
Em 2014, o grupo chinês Fosun pagou mil milhões de euros por 80% da Fidelidade, uma participação que entretanto chegou aos 85%, estando os restantes 15% nas mãos da Caixa Geral de Depósitos.
A Fidelidade contava avançar, inicialmente, com uma IPO em 2025, com a entrada em bolsa da Luz Saúde, mas o prazo foi adiado depois de ter vendido uma participação minoritárias ao australiano Macquarie Group, por 310 milhões de euros.
Na terça-feira, a Fidelidade anunciou que emitiu 500 milhões de euros em obrigações subordinadas 'Tier 2', com maturidade a 20 anos e uma taxa de juro de 4,25%, segundo um comunicado.
De acordo com a seguradora, a operação foi liderada por um sindicato bancário que integra o BNP Paribas, CaixaBI, Deutsche Bank, J.P. Morgan e Société Générale.
A empresa lançou ainda uma oferta para recomprar dívida que vencia em 2031.