

A Ford encerrou o exercício de 2025 com perdas de 8,2 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros), depois de lucros de 5,9 mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros) no exercício anterior.
A razão de ser dos prejuízos foram perdas extraordinárias, incluindo 10,7 mil milhões de dólares (nove mil milhões de euros) resultantes do cancelamento do seu programa de veículos elétricos.
Este resultado não conseguiu refletir as receitas recorde de 187,3 mil milhões de dólares (157,7 mil milhões de euros), que corresponderam a um aumento homólogo de 1%.
A deterioração do resultado contrasta com o crescimento da faturação e explica‑se pelos custos extraordinários ligados à estratégia de veículos elétricos e reestruturações, que penalizaram as contas do exercício.
A empresa especificou que as perdas se deveram, principalmente, a amortizações e cancelamentos de programas de elétricos, bem como outras perdas associadas à reorganização industrial e a investimentos em alianças.
O presidente e administrador‑delegado da Ford, Jim Farley, afirmou em comunicado que a empresa "tomou decisões estratégicas difíceis, mas críticas", que lhe permitiram ter um futuro "mais forte".
No exercício, a Ford vendeu 4.395.000 veículos, menos 2% do que em 2024.