Goldman Sachs lidera fusões e aquisições em 2025 com 32% do mercado

O banco assessorou negócios no valor total de 1,36 biliões de euros e foi líder tanto em receitas de comissões de fusões e aquisições, como no valor total dos negócios em que interveio.
A sede do Goldman Sachs em Nova Iorque
A sede do Goldman Sachs em Nova IorqueAFP
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A Goldman Sachs voltou a ocupar o primeiro lugar nas tabelas globais de banca de investimento em 2025, tendo participado em 38 dos 68 acordos de grande dimensão, ou seja, igual ou superior a dez mil milhões de dólares que totalizaram 1,5 biliões (1,38 biliões de euros à taxa de câmbio atual), revela o LSEG (London Stock Exchange Group).

O banco assessorou negócios no valor conjunto de 1,36 biliões de euros, representando 32% do mercado.

A instituição foi líder tanto em receitas de comissões de fusões e aquisições — 4,23 mil milhões — como no valor total dos negócios em que interveio.

Seguem‑se o JPMorgan, com 2,85 mil milhões em comissões, e o Morgan Stanley, com 2,76 mil milhões. Em volume de negócios, Goldman, JPMorgan e Morgan Stanley ocuparam as três primeiras posições.

"Ano excecional para fusões e aquisições — foi um mercado extraordinário", declarou Stephan Feldgoise, co‑responsável global de fusões e aquisições da Goldman, atribuindo a dinâmica à "ubiquidade de capital". A maior disponibilidade de fundos e o alívio da fiscalização da concorrência nos EUA tornaram viáveis operações que anteriormente seriam proibitivas.

Apesar da liderança, a Goldman não surge envolvida nos dois maiores negócios do ano: a aquisição da Norfolk Southern pela Union Pacific por 81 mil milhões de euros e a disputa pela Warner Bros Discovery — com ofertas de até 99,4 mil milhões da Paramount/Skydance e 91 mil milhões da Netflix — mobilizaram outros bancos e bancos especializados.

O JPMorgan destacou‑se na assessoria à Warner Bros e na orientação do negócio de 46,6 mil milhões da Kimberly‑Clark para a Kenvue, terminando o ano como o banco com maiores receitas totais de banca de investimento (9,3 mil milhões), à frente da Goldman.

A disputa pela Warner Bros elevou o perfil de bancos especializados e instituições menos convencionais — como Wells Fargo, Moelis e Allen & Co — e poderá alterar as posições nas tabelas quando for conhecido o vencedor, indica o LSEG.

"O aumento do tamanho das operações resulta de uma 'size creep': bolsas mais altas, taxas em queda e muita liquidez nos balanços tornam o mercado propício à consolidação", afirmou Charles Ruck, presidente global da área corporativa do escritório Latham & Watkins, que assessorou vários dos maiores negócios. "A carteira de operações está cheia", completou.

O ano registou o maior número de mega‑acordos desde que o LSEG começou a compilar dados, em 1980, refletindo uma fase de forte consolidação impulsionada por fluxos de capital, procura de escala e um enquadramento regulatório mais permissivo.

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