

Três das maiores tecnológicas do mundo estão a entrar na indústria energética, com investimentos em energia nuclear.
O impulso da Inteligência Artificial (IA) é notório a vários níveis e depende, em toda a linha, dos centros de dados (data centers, em inglês). Estes processam enormes quantidades de energia e permitem o funcionamento dos modelos de linguagem, por exemplo.
Neste contexto, são várias as gigantes tecnológicas que procuram as melhores alternativas...e a energia nuclear parece reunir o maior consenso. Apesar dos resíduos que resultam da produção serem uma desvantagem, a emissão de CO2 é muito reduzida, ao contrário de outras fontes de energia tradicionais.
Pelo menos se olharmos para Silicon Valley, já que Alphabet (dona da Google), Microsoft e Meta estão a realizar uma aposta forte.
Na semana passada, a dona do Facebook, Instagram e Whatsapp assinou três acordos que garantem um total de 6,6 gigawatts (GW) de eletricidade que provém precisamente do nuclear. Em causa está o equivalente ao consumo de uma cidade com cinco milhões de habitações nos EUA.
Os investimentos da Meta reforçam uma tendência que já vem de trás. Em dezembro, a Alphabet assinou com a energética NextERA um contrato que determina a compra de eletricidade que resulta de energia proveniente de reatores nucleares. Em outubro de 2024, já havia acordado algo semelhante com a Kairos Power.
No mês anterior, em setembro de 2024, foi a vez da Microsoft, que estabeleceu um acordo com a Constellation Energy para a compra, durante 20 anos, de eletricidade com a mesma origem.
Também a Amazon está a seguir pelo rumo do nuclear, pelo que se ligou à Talen Energy, tendo em vista a compra de energia nuclear. O contrato é válido até 2042, envolve 650 milhões de dólares e a eletricidade será destinada aos centros de dados da Amazon Web Services.