Gouveia e Melo aponta comendador Nabeiro como exemplo de empresário

Esta posição foi defendida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de uma visita à fábrica da Delta, em Campo Maior, em Portalegre.
Henrique Gouveia e Melo, candidato à Presidência da República
Henrique Gouveia e Melo, candidato à Presidência da República Foto: Gerardo Santos
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O candidato presidencial Gouveia e Melo apontou esta segunda-feira, 5, o falecido comendador Rui Nabeiro, fundador do grupo Delta Cafés, como um exemplo de empresário sempre à frente do tempo e um símbolo da aposta na coesão territorial.

Esta posição foi defendida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de uma visita à fábrica da Delta, em Campo Maior, em Portalegre, durante a qual esteve sempre acompanhado pelo ex-deputado do PS e antigo secretário de Estado Ricardo Pinheiro.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o almirante considerou o grupo Delta Cafés “um exemplo de sucesso” no panorama empresarial em Portugal.

“Esta empresa foi criada por um homem que estava muito à frente do seu tempo, que imaginou uma economia com coesão social. Por isso, em Campo Maior, toda a gente adora o comendador Rui Nabeiro”, empresário que faleceu em 2023 e que foi militante do PS.

De acordo com o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, Rui Nabeiro, “a partir do interior do país, que ainda é mais difícil, iniciou um projeto económico que neste momento se expande para o mundo inteiro”.

“E fê-lo sempre com coesão social, envolvendo as pessoas, porque a economia são as pessoas. O fim da economia são as pessoas – e isto deve ser assinalado”, realçou o candidato presidencial.

O Grupo Nabeiro – Delta Cafés nasceu em 1988 e conta atualmente com mais de duas dezenas de empresas com intervenção direta em áreas como a alimentação e bebidas, imobiliário, indústria e serviços, distribuição e turismo e restauração.

Perante os jornalistas, Gouveia e Melo repetiu que dois dos seus objetivos, se for eleito Presidente da República, serão a coesão social e a coesão territorial.

“Estes princípios são muito fáceis de enumerar e de divulgar, mas o problema é a personalidade que nós vamos escolher para Presidente da República. A Presidência é uma pessoa e, sendo uma pessoa - não é um partido -, tudo depende muito da personalidade dessa pessoa”, advertiu.

Na sua perspetiva, para se cumprirem alguns desígnios políticos, como as ideias de coesão social e territorial, o candidato presidencial “deve ter palavra e manter a sua palavra”.

“Deve ser alguém que tem energia, que tem dedicação à causa comum, em vez de outro tipo de causas. É uma pessoa que, pela sua personalidade e pela sua capacidade de agregar e motivar, pode contribuir para o país”, acrescentou.

Durante a sua visita à fábrica, Gouveia e Melo conversou com os administradores e diretores da empresa, mas, também, com trabalhadores especializados, sobretudo com jovens.

Falou-se então da diferença entre engenheiros saídos de institutos politécnicos, com uma formação mais prática, e outros licenciados pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, que um dos jovens disse ter sido responsável por alguns dos seus pesadelos.

“Na Marinha também apareciam alguns muito teóricos, mas, depois, metiam água”, comentou o almirante, após ter elogiado a componente de formação mais prática de alguns institutos politécnicos do país.

Ao longo da visita, Gouveia e Melo também demonstrou especial interesse pelas principais funcionalidades das tecnologias utilizadas na fábrica, sobretudo os robôs.

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