Governo "demora a reagir" à escalada de preços e consumidores vão perder poder de compra

O alerta chega dos setores da produção e distribuição, que apontam perdas face às empresas espanholas. O país vizinho baixou o IVA nos combustíveis, luz e gás, mas Portugal não acompanha.
Governo "demora a reagir" à escalada de preços e consumidores vão perder poder de compra
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A subida dos preços nos produtos energéticos, resultante da guerra no Médio Oriente, está a agitar mercados e economias, por todo o mundo. Porém, em Portugal, há contestação sobre um alegado atraso do Governo nesta matéria.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) uniram-se para um "apelo conjunto ao Governo", transmitido às redações através de um comunicado. Neste sentido apontam para o caso de Espanha, que apresentou um pacote de medidas que contempla a redução do IVA de 21% para 10% nos combustíveis, luz e gás.

"O atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha", escrevem as duas entidades. Em breve, o cenário vai "fragilizar o poder de compra dos consumidores", escrevem.

De acordo com os responsáveis, há "impactos muito evidentes ao longo de toda a cadeia de valor, da produção ao consumo", acrescentam.

Posto isto, CAP e APED pedem "um pacote coerente e eficaz de medidas que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie de forma concreta e visível, a produção nacional", pode ler-se. Em causa estão "o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores", sublinham ainda.

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