Grupo dono da Gucci espera voltar a crescer em 2026. Ações disparam 12%

A Kering viu um corte nas vendas, que foi ainda mais expressivo na operação daquela marca. Ainda assim, esperavam-se números mais penalizadores, pelo que o grupo está em alta na bolsa.
Grupo dono da Gucci espera voltar a crescer em 2026. Ações disparam 12%
Reuters
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O setor europeu do luxo continua a atravessar uma fase marcada por profundas dificuldades. Ainda assim, os sinais mais recentes não são tão negativos quanto se esperava e os investidores estão a reagir em força nos mercados financeiros.

A Kering, dona da Gucci e de outras marcas de luxo, é uma das gigantes do setor. Esta terça-feira, apresentou os resultados do quarto trimestre de 2025, que indicam uma queda menos acentuada do que o esperado nas vendas. A somar a isto, a perspetiva positiva do conceituado CEO também está na base de um ânimo sentido na manhã desta terça-feira, dia 10.

As vendas do grupo atingiram 3,9 mil milhões de euros, o que significa um decréscimo de 3%. O tombo nas receitas da Gucci foi mais longe, com um corte de 10%, no quarto trimestre do ano passado. O lado positivo é que ambas as descidas são mais leves do que se esperava.

No total de 2025, a faturação da Kering recuou 10% face ao ano anterior, até aos 14,7 mil milhões de euros. O lucro operacional recorrente tombou 33%, ao passo que a margem operacional contraiu 11,1%.

Ainda assim, Luca de Meo, CEO do grupo, tem uma perspetiva positiva para o futuro. Numa conferência digital realizada após a apresentação dos resultados, assumiu que 2025 ficou abaixo do desejado e disse que "não refletiu todo o potencial da Kering". Ainda assim, olha para 2026 com boas expetativas.

Depois de deixar a liderança da Renault em junho para assumir a mesma posição na Kering, o responsável continua a tentar recuperar o grupo. Para 2026, estima o "regresso ao crescimento e melhoria das margens".

Disparo na bolsa

Na manhã desta terça-feira, a Kering está a valorizar 12,23%, até aos 291,45 euros por ação, pelas 10h30. Um sinal de forte melhoria do sentimento entre os investidores, depois das quedas fortes registadas desde meados de janeiro.

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