Grupo Jerónimo Martins anuncia fecho da Hussel em Portugal até abril de 2026

Empresa revela que o aumento dos custos do cacau e a insolvência do parceiro alemão (Hussel GmbH) conduziram a este desfecho. Trabalhadores serão integrados noutras empresas do grupo.
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins. Foto: Paulo Spranger/Global Imagens
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins. Foto: Paulo Spranger/Global Imagens
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O Grupo Jerónimo Martins anunciou esta terça-feira, 6, a decisão de descontinuar a operação da Hussel em Portugal, encerrando progressivamente as 18 lojas até 30 de abril de 2026.

A empresa justifica a medida por um conjunto de fatores que tornaram a atividade economicamente insustentável.

O fim da parceria com a alemã Hussel GmbH, que declarou insolvência em 2024, provocou rupturas no abastecimento e perda de escala da operação portuguesa. Esses problemas agravaram‑se num cenário de forte aumento de custos fixos, com destaque para as rendas, que comprometeram a viabilidade das lojas.

A pressão sobre o preço do cacau também influenciou a decisão: a redução da produção nos principais países produtores, condições climatéricas adversas e novas exigências regulamentares — entre elas o Regulamento Europeu Contra a Desflorestação — têm pressionado os custos de aprovisionamento num mercado em crescimento de procura.

O grupo garantiu que os colaboradores da Hussel, a cadeia especializada na comercialização de chocolates e confeitaria, serão integrados — com estabilidade de emprego — em outras empresas do grupo em Portugal.

O cronograma de encerramento será faseado até ao final de abril de 2026, salienta a empresa no comunicado.

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Jerónimo Martins volta a deter Hussel e Jeronymo

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