

O grupo MDS espera fechar este ano com mais de 3.000 milhões de euros em prémios geridos a nível mundial e as receitas totais a subirem para 260 milhões de euros, foi divulgado.
"A nossa receita em 2022 era de 70 milhões de euros e este ano será 260 milhões de euros", estimou o presidente executivo, José Manuel Fonseca, numa apresentação a jornalistas, na sexta-feira, em Lisboa.
Em 2024, o grupo MDS teve receitas de 206 milhões de euros, segundo informação enviada esta segunda-feira, 17, à Lusa.
Quanto aos prémios geridos, eram cerca de 1.000 milhões de euros em 2022 e este ano deverão superar os 3.000 milhões de euros, acrescentou.
Para o gestor, estes dados demonstram a evolução que tem feito nos últimos anos o grupo que atua em corretagem de seguros, o principal negócio, mas também em consultoria de risco e resseguro.
O grupo MDS, criado pela Sonae em 1984, foi adquirido em 2022 pelo grupo internacional Ardonagh. Então, era detido pela Sonae e pela IPLF Holding.
Das receitas de 260 milhões de euros previstas para este ano, 30% vêm da operação em Portugal (onde a MDS é líder em corretagem de seguros) e 70% do resto do mundo (com destaque para a América Latina, sobretudo Brasil).
Atualmente, o grupo tem presença direta em 12 países, sendo esses Portugal, Espanha, Suíça, Chipre, Angola, Moçambique, Brasil, Chile, México, Malta, Estados Unidos e China.
Desde 2022, a MDS fez 41 aquisições num investimento superior a 400 milhões de euros, o que segundo o grupo "marcou o início de um ciclo rápido de crescimento" no seu negócio.
O grupo MDS tem atualmente 2.500 trabalhadores em todas as geografias onde opera.