

O International Airlines Group (IAG), detentor da British Airways e da Iberia, anunciou esta sexta‑feira, 8 de maio, lucros de 301 milhões de euros no primeiro trimestre, um crescimento de 71% face a 2025, resultado que o grupo atribui à procura persistente nos diferentes mercados.
As receitas do período atingiram 7.181 milhões de euros, mais 1,9% do que no ano anterior, enquanto o resultado operacional subiu 77,3%, para 351 milhões de euros, segundo a nota remetida à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).
Entre janeiro e março, as companhias do grupo — British Airways, Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level — transportaram 26,3 milhões de passageiros, um acréscimo de 0,8%, com capacidade praticamente estável (+0,2%), limitada pelos efeitos da guerra.
O grupo advertiu, porém, que a escalada dos preços do combustível deverá reduzir os lucros previstos para o ano, em comparação com as projeções formuladas antes do conflito no Irão.
Ainda assim, a IAG, que abandonou a corrida à compra da TAP, restando apenas France‑KLM e Lufthansa, defendeu estar bem posicionada para absorver o choque, graças a margens estruturais robustas e a um balanço financeiro sólido.
Em comunicado, a administração referiu igualmente não detetar problemas de abastecimento de combustível nos principais mercados (América, Europa e domésticos), sustentando‑se nos investimentos realizados para garantir autoabastecimento em aeroportos-chave.