

Com o Governo a propor um imposto extraordinário de 33% sobre os lucros das petrolíferas, o co-CEO da Galp, João Diogo Marques da Silva, sublinhou a importância da "estabilidade fiscal".
Durante um evento no Rio de Janeiro (Brasil), em declarações à RTP Antena1, Marques da Silva afirmou que essa estabilidade "é para nós muito importante", enfatizando que a empresa cumpre rigorosamente as suas obrigações, mas também defende os seus direitos.
A proposta do Governo, apresentada a 15 de setembro, visa empresas com lucros 20% superiores à média dos últimos dois anos, justificando-se com o aumento dos preços dos combustíveis que tem sobrecarregado famílias e empresas, assim como com o crescimento das margens de lucro no setor.
O administrador da petrolífera lembrou que a Galp nunca fugiu às suas responsabilidades fiscais, mas também "sempre lutou pelos seus direitos", não querendo estender-se muito mais sobre o tema nesta fase.
Marques da Silva concluiu que a estabilidade fiscal e regulatória são fundamentais para garantir a competitividade em projetos de grande envergadura, especialmente em geografias onde atrair investimento é essencial, dando o exemplo do projeto Tupi, que completa 20 anos.
Trata-se do principal e mais rentável ativo de produção de petróleo e gás natural da Galp no Brasil. Um gigantesco campo petrolífero localizado em águas ultraprofundas na Bacia de Santos.