

A atividade da indústria transformadora da zona euro acelerou e atingiu um máximo de dois meses em outubro, mas as encomendas estagnaram, segundo o PMI do Hamburg Commercial Bank (HCOB) e da S&P Global, hoje publicado.
O índice PMI (Purchasing Managers Index) de atividade da indústria transformadora da zona euro, do Hamburg Commercial Bank (HCOB) e da S&P Global, publicado hoje, subiu, pelo oitavo mês consecutivo, para 50 pontos, mais 0,2 pontos do que em setembro e o nível que separa o crescimento da contração.
Comentando os dados do PMI, Cyrus de la Rubia, economista chefe do Hamburg Commercial Bank, disse que no setor da indústria transformadora da zona euro é possível, “no máximo, falar de um broto muito delicado de recuperação económica".
"A produção aumentou por oito meses consecutivos, mas não há um verdadeiro impulso, pois está a aumentar a um ritmo bastante modesto, semelhante ao dos meses anteriores", considerou, adiantando que "a procura em toda a economia da zona euro permaneceu contida, com novos pedidos a estagnar no mesmo nível do mês anterior" e "os cortes de empregos continuaram e até aumentaram um pouco".
Isso é o resultado da fraca procura, que está a forçar as empresas a cortar custos ou aumentar a produtividade. As incertezas na cadeia de suprimentos, especialmente em torno de semicondutores básicos, podem ter contribuído para tempos de entrega mais longos e podem pesar na produção em setores como o automóvel e a engenharia mecânica.
Por essa razão, muitas empresas provavelmente não estarão apressadas para contratar mais funcionários no curto prazo.
O estado da indústria transformadora da zona euro pode ser resumido como frágil na Alemanha, em recessão em França, persistentemente fraco em Itália e mostrando apenas um crescimento moderado em Espanha, precisou.
"A situação politicamente tensa em França claramente não está apenas a contribuir para a nova queda na produção no país, mas também a refletir-se numa queda acentuada no índice de produção futura", disse.