

A petrolífera BP alcançou um lucro atribuído no primeiro semestre de 7.753 milhões de dólares (cerca de 6.745 milhões de euros), um aumento homólogo de 234%, devido ao aumento do preço do petróleo bruto, foi anunciado esta terça-feira.
Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a empresa indicou que o lucro antes de impostos atingiu, entre janeiro e junho, 15.186 milhões de dólares (cerca de 13.165 milhões de euros), um aumento de 152% em relação aos mesmos seis meses de 2025.
As receitas registaram um aumento de 29% face ao mesmo período de 2025, situando-se nos 123.485 milhões de dólares (cerca de 107.052 milhões de euros).
Em 30 de junho deste ano, a dívida líquida atingiu 22.251 milhões de dólares (cerca de 19.289 milhões de euros), o que representa uma queda de 14% em comparação com o mesmo período do ano passado.
No semestre, os custos de produção ascenderam a 17.491 milhões de dólares (cerca de 15.163 milhões de euros), o que representa uma descida de 42%.
Os custos de distribuição situaram-se nos 9.236 milhões de dólares (cerca de 8.006 milhões de euros), uma descida de 6,7%.
A presidente executiva (CEO) da BP, Meg O'Neill, afirmou hoje que a primeira metade do ano foi marcada por “um dos períodos de maior instabilidade no mercado energético mundial. Perante esta situação, a equipa da BP esteve à altura das circunstâncias, trabalhando incansavelmente para garantir o fornecimento de energia aos clientes”.
A direção reconheceu que há áreas em que o desempenho da empresa não atingiu os objetivos previstos, uma vez que algumas refinarias não funcionaram como esperado devido a trabalhos de manutenção e ao conflito no Médio Oriente.
Na semana passada, a BP informou que iniciou um processo para comercializar o negócio no Mar do Norte “com vista a uma possível venda”, medida que significará o fim de mais de 60 anos de produção de petróleo nesta bacia.
A decisão, segundo a BP, faz parte da revisão contínua da carteira da petrolífera, com o objetivo de criar uma empresa mais simples, sólida e valiosa.