Lucro da Galp cresce 20% para valor recorde de 1.154 milhões em 2025

O desempenho foi apoiado pelo crescimento da produção de petróleo e gás no Brasil e pela atividade de aprovisionamento & trading de gás natural.
Lucro da Galp cresce 20% para valor recorde de 1.154 milhões em 2025
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A Galp fechou 2025 com um resultado líquido ajustado recorde de 1.154 milhões, um aumento de 20% face aos 961 milhões de 2024, anunciou, esta segunda-feira, 2 de março, a empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O desempenho foi apoiado pelo crescimento da produção de petróleo e gás no Brasil e pela atividade de aprovisionamento & trading de gás natural, que ajudaram a compensar a queda do preço do Brent e a desvalorização do dólar.

O EBITDA ajustado caiu 8% para 3.039 milhões, refletindo sobretudo a redução das cotações médias do Brent (de 80,8 dólares por barril em 2024 para 69,1 em 2025) e a depreciação do dólar.

Mais de 80% do EBITDA de 2025 teve origem nas atividades internacionais e mais de metade provém do upstream brasileiro.

No quarto trimestre, o lucro ajustado foi de 182 milhões — mais do dobro em termos homólogos — enquanto o EBITDA trimestral recuou 10% para 619 milhões de euros, impactado pela paragem programada da refinaria de Sines.

“Num contexto internacional adverso e volátil, assegurámos uma performance operacional forte e transversal a todas as áreas de negócio, o que reflete bem a qualidade e resiliência dos nossos ativos”, afirmou Maria João Carioca, co-CEO e CFO da Galp.

A empresa destaca ainda a entrada em produção de um novo campo no Brasil no quarto trimestre, que elevou a produção média para 113 mil barris de petróleo equivalente por dia no trimestre (109 mil barris por dia em 2024).

No segmento Industrial & Midstream, o acesso a cargas de GNL dos EUA via contratos com a Venture Global permitiu um aumento de 48% nos volumes comercializados em termos trimestrais homólogos.

A Comercial atingiu um resultado recorde apoiado pela melhoria do mercado espanhol e pelas receitas de serviços e conveniência.

As Renováveis limitaram voluntariamente a produção face a preços solares pressionados e procuraram receitas adicionais por serviços de sistema.

A outro nível, a empresa propõe um dividendo por ação de 0,64 euros (aumentando 4%), já complementado por um dividendo intercalar de 0,31 euros pago em agosto de 2025, e um programa de recompra de ações de 250 milhões para cancelamento, com início previsto em março de 2026.

O investimento bruto do grupo foi de 1,1 mil milhões em 2025 (420 milhões em Portugal), com 173 milhões aplicados em parques solares e baterias.

A dívida líquida subiu para 1,3 mil milhões, após pagamentos a minoritários e um programa de recompra concluído de 78 milhões.

Para 2026, a Galp aponta para um EBITDA ajustado acima de 2,6 mil milhões de euros, com o Upstream a contribuir com mais de 1,5 mil milhões, Industrial & Midstream acima de 700 milhões, Comercial mais de 350 milhões e Renováveis acima de 30 milhões de euros.

O grupo prevê ainda um EBITDA operacional superior a dois mil milhões e um capex orgânico em torno de mil milhões.

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