

A seguradora italiana Generali registou um lucro líquido de 1,2 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, uma queda homóloga de 2,2% (‑26 milhões) face aos resultados obtidos no mesmo período do ano anterior, disse a empresa que em Portugal controla a Generali Tranquilidade.
O resultado líquido ajustado da empresa, que exclui efeitos pontuais e volatilidades, aumentou 5,2% para 1,3 mil milhões de euros.
Os prémios brutos cresceram 6,8% para 28,2 mil milhões de euros, contra 26,5 mil milhões um ano antes.
O resultado operacional consolidado subiu 8,1%, para 2,2 mil milhões de euros, impulsionado pelo ramo Vida (+9,9% para 1,1 mil milhões), Não Vida (+1,2% para pouco mais de mil milhões) e Asset & Wealth Management (+15,5% para 314 milhões).
O rácio combinado líquido melhorou ligeiramente para 90,5%, mas foi prejudicado por perdas relacionadas com catástrofes naturais que representaram 4,8 pontos percentuais — 426 milhões de euros — contra 48 milhões no período homólogo (0,6 p.p.).
A seguradora indicou que esse impacto se deveu “em especial” a um evento muito significativo em Portugal, onde um comboio de tempestades entre final de janeiro e início de março causou prejuízos superiores a cinco mil mihões de euros e milhares de sinistros.
Por outro lado, os ativos totais sob gestão da Generali aumentaram 0,5% até março, para 905 mil milhões de euros.
A empresa defende que os resultados confirmam a execução do plano estratégico do grupo, com forte crescimento operacional e uma posição de capital robusta, mantendo o foco na criação de valor sustentável.