

O grupo automóvel alemão Mercedes-Benz registou, até março, uma redução de 17,2% no lucro líquido, para 1.433 milhões de euros, em comparação com o primeiro trimestre de 2025, devido à forte queda nas vendas na China.
A Mercedes-Benz informou esta quarta-feira, 29, que, no primeiro trimestre, reduziu o volume de negócios em 4,9%, para 31.602 milhões de euros, na sequência da queda nas vendas, “num ambiente de mercado exigente, com concorrência intensa e pressões geopolíticas e comerciais”.
O resultado operacional também diminuiu no mesmo período 16,8%, para 1.904 milhões de euros.
O programa de recompra de ações do grupo gerou, no primeiro trimestre, 469 milhões de euros.
O fluxo de caixa livre no negócio industrial diminuiu no primeiro trimestre 21,2%, para 1.857 milhões de euros.
O negócio de automóveis de passageiros Mercedes-Benz Cars reduziu o resultado operacional no primeiro trimestre para 809 milhões de euros (-54%), após uma queda de 6% nas vendas totais e de 5,3% no volume de negócios.
As vendas de automóveis de passageiros diminuíram até março para 419.400 unidades (-6%) devido à queda na China, onde a concorrência é muito forte e a procura está contida.
Ainda assim, o grupo Mercedes-Benz vai introduzir mais de 40 novos modelos entre 2025 e 2027.
Para 2026, o grupo prevê manter o volume de negócios ao nível de 2025 e um resultado operacional significativamente superior ao do ano passado, quando teve despesas de reestruturação.
Além disso, a Mercedes-Benz afirmou que está atenta ao contexto geopolítico, incluindo o conflito no Médio Oriente e os seus efeitos na confiança do consumidor.
As ações da Mercedes-Benz subiram 1,5%, para 49,77 euros, na abertura da Bolsa de Frankfurt, após a publicação destes resultados, que, ainda assim, foram melhores do que o previsto.
“Os resultados do primeiro trimestre confirmam o caminho certo para atingir as previsões anuais. A forte procura pelos novos produtos e as carteiras de encomendas bem abastecidas criam uma base sólida para um maior dinamismo no segundo semestre”, afirmou o administrador financeiro do grupo, Harald Wilhelm.