

O grupo automóvel Volkswagen registou, no primeiro trimestre, um lucro líquido atribuível de 1.290 milhões de euros, menos 29% do que no mesmo período do ano anterior, devido à queda das vendas na China e nos EUA, informou esta quinta-feira, 300.
De acordo com a informação divulgada pela Volkswagen, o volume de negócios do grupo diminuiu 2,5% até março, para 75.657 milhões de euros.
O resultado operacional do grupo, ao qual pertencem marcas como Skoda, Seat, Cupra, Porsche e Audi, diminuiu 14,3%, para 2,463 milhões de euros, pelo que a rentabilidade operacional sobre as vendas também caiu para 3,3% (3,7% no ano anterior).
"O mundo está a passar por uma transformação fundamental e a marca alinhou a sua estratégia de forma consistente", afirmou o presidente executivo (CEO) do grupo Volkswagen, Oliver Blume.
"Guerras, tensões geopolíticas, barreiras comerciais, regulamentações mais rigorosas e uma concorrência intensa criam ventos contrários", acrescentou o responsável pelo grupo automóvel.
Num contexto difícil, o Grupo Volkswagen pretende reduzir os custos em 1.000 milhões de euros e acelerar a transformação. Ainda assim, "neste ambiente, as reduções de custos previstas não são suficientes", afirmou o responsável pelo pelouro financeiro, Arno Antlitz.
As vendas mundiais do grupo caíram entre janeiro e março para dois milhões de veículos (-4% em relação ao ano anterior).
O fluxo de caixa ascendeu a 2.000 milhões e a posição de liquidez da divisão automóvel elevou-se a 34.237 milhões de euros.
O grupo Volkswagen prevê, para 2026, um aumento das vendas na ordem dos 0 a 3% em comparação com 2025 e uma rentabilidade operacional entre 4 e 5,5%.