Lucro do Crédito Agrícola recua 2,2% no 1.º semestre para 168,5 milhões

O grupo referiu que a margem financeira - a diferença entre os juros cobrados nos créditos e os juros pagos nos depósitos - recuou 5,1 milhões de euros, ou 1,5%, para 328,4 milhões de euros.
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O lucro do Crédito Agrícola baixou 2,2% no primeiro semestre, em termos homólogos, para 168,5 milhões de euros, impactado pela redução da margem financeira e dos resultados de contratos de seguros.

Na apresentação dos resultados financeiros, em Lisboa, o presidente do grupo, Sérgio Raposo Frade, explicou que o resultado líquido consolidado fixou-se nos 168,5 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano, representando uma queda homóloga de 3,8 milhões.

O Crédito Agrícola referiu que a margem financeira - a diferença entre os juros cobrados nos créditos e os juros pagos nos depósitos - recuou 5,1 milhões de euros, ou 1,5%, para 328,4 milhões de euros.

O volume das comissões líquidas subiram 7,8%, para 84,5 milhões de euros, enquanto o produto bancário do Crédito Agrícola registou uma melhoria homóloga de 1,0% (4,8 milhões de euros), para um total de 469,4 milhões de euros.

No primeiro semestre, as imparidades e provisões foram reforçadas em 3,6 milhões de euros, o que compara com o reforço de 3,1 milhões de euros no período homólogo.

Para a redução dos lucros contribuíram os menores resultados de contratos de seguros, que baixaram 11,0% para 49,7 milhões de euros, "refletido o impacto negativo, na CA Seguros, do aumento dos custos com sinistros associados às intempéries ocorridas no primeiro trimestre de 2026, nomeadamente a tempestade Kirstin".

Os resultados foram ainda impactados pelo crescimento dos custos de estrutura em 20,1 milhões de euros para 254,8 milhões de euros, um aumento homólogo de 8,5%, decorrentes sobretudo do acréscimo em gastos gerais administrativos em 15,4% (10,4 milhões de euros) e do aumento dos custos com pessoal em 6,1% (9,1 milhões de euros).

No período em análise, os depósitos de clientes ascenderam a 24.329 milhões de euros, enquanto a carteira de crédito bruta a clientes fechou, em junho, nos 14.512 milhões de euros.

O capital próprio do banco aumentou 9,6%, para 3.295 milhões de euros.

Nas palavras de Sérgio Raposo Frade, "os resultados do primeiro semestre de 2026 demonstram a capacidade do Grupo Credito Agrícola para continuar a gerar valor de forma sustentável, num contexto marcado por desafios económicos e geopolíticos relevantes".

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