

A Logista, um dos maiores operadores logísticos da Europa, reportou um resultado operacional de 159 milhões de euros, inferior em 8,6% ao registado no mesmo período de 2025, e um resultado líquido de 136 milhões de euros, que representa uma queda de 9,9%, atribuída essencialmente à menor contribuição proveniente da reavaliação dos inventários.
Excluindo esse impacto nos resultados do primeiro semestre do exercício fiscal, referente ao período de 1 de outubro de 2025 a 31 de março deste ano, o resultado operacional ajustado cresceu a um dígito médio, embora incluindo esse efeito o EBIT ajustado tenha ficado em 195 milhões de euros, menos 3,5% do que no semestre anterior, e as receitas operacionais tenham totalizado 904 milhões de euros, uma redução de 1,3% face ao ano anterior.
A empresa anunciou ainda que obteve receitas de 6,6 mil milhões de euros, o que traduz um aumento de 2,6% face ao período homólogo impulsionado sobretudo pelas regiões da Ibéria e de Itália.
A Ibéria registou receitas de 2,6 mil milhões de euros, mais 3,6% do que no ano anterior, com vendas económicas de 583 milhões de euros após uma descida de 2,9% resultante da menor reavaliação de stocks.
Itália apresentou um desempenho mais vigoroso, com receitas de 2,4 mil milhões de euros, um aumento de 6,3%, e vendas económicas de 222 milhões de euros, mais 4,1%, sustentadas pela melhoria das tarifas e pelo incremento das vendas de produtos de nova geração e de serviços de valor acrescentado.
Em França as receitas recuaram 3,4%, para 1,7 mil milhões de euros, e as vendas económicas caíram 3% para 102 milhões de euros, refletindo uma redução dos volumes distribuídos no país.
No plano estratégico, a empresa reafirma a procura por crescimento adicional e a diversificação da base de negócios através da análise de oportunidades de aquisição de empresas complementares e sinérgicas, mantendo ao mesmo tempo a prioridade na sustentabilidade do dividendo.
A Logista compromete‑se a distribuir, durante o exercício de 2026, pelo menos um dividendo igual ao dos dois anos anteriores, ou seja 2,09 euros por ação.
Iñigo Meirás, CEO da Logista, afirma que “num ambiente desafiante, continuamos a otimizar processos e a implementar medidas em todos os nossos segmentos de negócio para melhorar a eficiência das operações. Ao mesmo tempo, mantemos o nosso compromisso com o retorno aos accionistas”, acrescenta.