

A fabricante neerlandesa de sistemas de litografia para a indústria de semicondutores ASML registou um lucro de 2,8 mil milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 17% face ao período homólogo.
A maior empresa europeia em capitalização bolsista revelou esta quarta-feira, 15, que as suas vendas ascenderam a 8.767 milhões de euros entre janeiro e março, o que representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior, com uma margem bruta de 53%, em linha com as suas previsões.
No entanto, em comparação com o trimestre anterior, o lucro caiu 3% e o volume de negócios 9,8%, embora a empresa saliente que a procura de ‘chips’ continua a superar a oferta, impulsionada pelo investimento em infraestruturas ligadas à inteligência artificial (IA).
Neste contexto, a empresa assinala que a entrada de encomendas se mantém sólida, na sequência de um aumento da procura previsto a curto e médio prazo, o que sustenta a melhoria das suas expectativas para o conjunto do exercício.
Assim, a ASML prevê agora receitas anuais entre 36.000 e 40.000 milhões de euros em 2026, face ao intervalo anterior de 34.000 a 39.000 milhões de euros, com uma margem bruta entre 51% e 53%.
Para o segundo trimestre, a empresa que fabrica os sistemas capazes de produzir ‘chips’, antecipa vendas entre 8.400 e 9.000 milhões de euros e uma margem bruta entre 51% e 52%.
O presidente executivo da ASML, Christophe Fouquet, afirmou que “as perspetivas de crescimento da indústria de semicondutores continuam a consolidar-se” e “a procura de ‘chips’ está a superar a oferta”, o que beneficia o fornecedor de equipamentos de litografia para fabricantes de ‘chips’, que mantém a cautela face à incerteza decorrente dos controlos à exportação.
“Estas dinâmicas de negócio sustentam a nossa expectativa de que 2026 será mais um ano de crescimento para todas as nossas áreas de atividade”, acrescenta o responsável da empresa que irá propor um dividendo total de 7,50 euros por ação relativo a 2025, mais 17% do que no ano anterior, e continuará com o seu programa de recompra de ações, com aquisições no valor de cerca de 1.100 milhões de euros no trimestre.