Lucros da operadora do aeroporto de Macau caiem para 25 milhões em 2025

A CAM - Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau sublinhou que irá manter uma "política de gestão financeira prudente", com planos para reforçar o "controlo de custos e a eficiência operacional"
Lucros da operadora do aeroporto de Macau caiem para 25 milhões em 2025
Publicado a

A companhia responsável pelo aeroporto de Macau anunciou hoje uma receita total para 2025 de 1,35 mil milhões de patacas (145 milhões de euros), uma diminuição de 8,7% face ao ano anterior.

O lucro antes de impostos da CAM - Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau fixou-se em 229 milhões de patacas (25 milhões de euros), menos um terço que o reportado no ano anterior.

A empresa sublinhou que irá manter uma "política de gestão financeira prudente", com planos para reforçar o "controlo de custos e a eficiência operacional" de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável das operações do Aeroporto Internacional de Macau em 2026.

Em 2025, os acionistas subscreveram um aumento de capital de 530 milhões de patacas (57 milhões de euros), destinado a financiar o projeto de expansão e aterro do Aeroporto Internacional de Macau.

A expansão do aeroporto, que envolve um investimento de 3,99 mil milhões de patacas (429,9 milhões de euros), arrancou em 2024 e prevê aumentar a capacidade para 13 milhões de passageiros por ano até 2030.

Em 2024 a CAM já tinha anunciado um aumento do capital da empresa, no valor de 850 milhões de patacas (201 milhões de euros) para ajudar a financiar a expansão.

O Governo de Macau detém 67,6% da concessionária do aeroporto, seguido pela companhia de jogo e turismo Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) com 28,32%, sendo o restante dividido por investidores do interior da China, Hong Kong e locais.

O aeroporto registou em 2025 um tráfego de 7,52 milhões de passageiros e 58 mil movimentos de aeronaves, correspondendo a quedas de 1,6% e 2,9%, respetivamente. O volume de carga atingiu 109 mil toneladas, um acréscimo de 1,1% relativamente a 2024.

Para os próximos anos, a concessionária anunciou que continuará a atrair novas companhias aéreas para lançar rotas internacionais e a incentivar as existentes a aumentar frequências para destinos já operados.

O aeroporto anunciou em fevereiro que prevê um aumento de 8% dos passageiros e de 10% das aterragens e descolagens este ano, quando se prepara para lançar novas rotas para a China continental, Filipinas e Vietname.

Atualmente o aeroporto opera principalmente rotas para o Sudeste Asiático, Ásia Oriental e China Continental, com voos para múltiplas cidades no interior da China, outros para Taipé, Xangai, Banguecoque, Seul, Manila, Hanói e Kuala Lumpur.

Entre os projetos em curso destacam-se a expansão e reparação da pista, a construção de um terminal de carga na vizinha Hengqin (ilha da Montanha) – que deverá atingir a fase de cobertura no terceiro trimestre e concluir a estrutura até ao final do ano – e a implementação de serviços multimodais para reforçar a conectividade regional.

Está igualmente prevista a expansão do serviço “Check’n Fly”, que permitirá aos passageiros efetuar o check-in e a entrega de bagagem diretamente a partir do hotel, e a abertura de novos espaços de restauração na área restrita do terminal.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt