

O lucro do Banco Montepio caiu 17% no primeiro semestre, para 58,4 milhões de euros. Em contrapartida, a margem financeira avançou, ainda que de forma ligeira.
A informação consta de um comunicado enviado à CMVM na manhã desta quarta-feira, 5 de agosto. O banco sublinha que a queda do lucro resulta, em parte, de ter beneficiado de "um conjunto de efeitos não recorrentes" no período homólogo (resultado líquido atingiu 70,7 milhões de euros). Em causa esteve a reversão extraordinária de imparidades de crédito, no valor de oito milhões de euros, a par de impactos fiscais positivos.
Ao nível da margem financeira, regista-se um crescimento homólogo de 2,7%, para um total de 171,6 milhões de euros. Em simultâneo, o resultado operacional antes de imparidades avançou 6,1%, ao atingir 88,0 milhões de euros.
Nas comissões cobradas aos clientes, o Montepio registou um total de 69,1 milhões de euros (valor líquido), o que perfaz um acréscimo de 5,1%. O banco segue assim a tendência apresentada pelo setor, na medida em que quase todos os grandes bancos em Portugal registaram aumentos naquele indicador.
No que respeita a imparidades e provisões, há uma dotação líquida de 5,2 milhões (compara com a reversão líquida de 2,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025). Algo que o Montepio define como "uma normalização do custo do risco". O rácio NPE líquido de imparidades totais para risco de crédito registou 0,3%, o que significa que se mantém a um nível baixo.