Mais de 65% das empresas em Portugal duvidam da capacidade de resposta a ataques na cloud

Inquérito da Fortinet mostra que, apesar do reforço contínuo do investimento em segurança, 66% das organizações não confiam na sua capacidade de detetar e responder a ameaças cloud em tempo real
Mais de 65% das empresas em Portugal duvidam da capacidade de resposta a ataques na cloud
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A complexidade crescente das infraestruturas cloud está a gerar um risco estrutural para as empresas, conclui o 2026 Cloud Security Report da Cybersecurity Insiders em parceria com a Fortinet.

O inquérito global a 1.163 responsáveis e profissionais de cibersegurança revela que 66% das organizações não confiam na sua capacidade de detetar e responder a ameaças cloud em tempo real, apesar do reforço contínuo do investimento em segurança.

O relatório aponta como principais entraves a fragmentação das ferramentas de segurança, a falta de talento especializado e a reduzida visibilidade em ambientes híbridos e multi‑cloud.

Hoje, 88% das organizações já operam em arquiteturas híbridas ou multi‑cloud, com a maioria a usar dois ou mais fornecedores para workloads críticos — uma configuração que, bem que favoreça agilidade e adoção de inteligência artificial, alarga também a superfície de ataque mais depressa do que as equipas conseguem proteger, salienta o estudo.

Do ponto de vista orçamental, a cloud representa em média 34% do total do gasto em segurança de TI, mas 59% das organizações dizem estar ainda em fases iniciais de maturidade de segurança cloud.

A proliferação de ferramentas e as falhas de visibilidade são vistas por 69% como o maior obstáculo à eficácia da proteção. Paralelamente, 74% relatam escassez de profissionais qualificados, forçando respostas reativas e dependência de alertas manuais.

Economicamente, a combinação de maior exposição e capacidade limitada de resposta pode traduzir‑se em perdas diretas por incidentes, custos acrescidos com conformidade e dificuldade em escalar projetos digitais e de IA. A consolidação de plataformas, o reforço de competências e investimentos direcionados em visibilidade e orquestração emergem como prioridades para mitigar riscos e proteger a continuidade dos negócios, destaca o inquérito.

Mais de 65% das empresas em Portugal duvidam da capacidade de resposta a ataques na cloud
Empresas devem ver cibersegurança como “uma questão de sobrevivência”

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