

A Meo e a Asteo assinaram hoje uma parceria para ampliar a diversidade de rotas e a resiliência em toda a Península Ibérica, acordo que irá combinar as infraestruturas complementares e as capacidades de grossistas.
A assinatura decorreu no primeiro dia da conferência Atlantic Convergence, subordinada ao tema "Building sustainable & secure digital infrastructures to power an AI enabled future", que arrancou esta quarta-feira em Lisboa, no Páteo Galé, e termina na quinta-feira.
"O acordo irá combinar as infraestruturas complementares e as capacidades de grossista da Meo e da Asteo para desenvolver e comercializar novas soluções de conectividade transfronteiriça, geograficamente diversificadas, entre Portugal e Espanha", segundo as operadoras.
A cooperação irá tirar partido "da infraestrutura de longo curso Venus da Asteo para desenvolver novas alternativas de conectividade no centro e norte da Península Ibérica, reforçando a diversidade de rotas, a resiliência da rede e uma conectividade segura de alta capacidade"
Ao ligar os novos corredores terrestres da Asteo à rede portuguesa da Meo e aos centros de conectividade do Atlântico, "a parceria irá criar uma plataforma ibérica integrada que apoia operadores, hiperescaladores, centros de dados, fornecedores de serviços na nuvem e infraestruturas de IA [inteligência artificial]".
"O acordo estabelece as bases para uma cooperação estratégica a longo prazo, com o objetivo de fornecer serviços de conectividade resilientes, de alta capacidade e geograficamente diversificados em toda a Península Ibérica, dando resposta às crescentes necessidades de operadoras internacionais, hyperscalers, fornecedores de serviços na nuvem, centros de dados e operadores grossistas", referem as duas empresas.
O Venus faz parte da estratégia da Asteo para desenvolver um novo corredor de conectividade de longo curso que ligue a costa atlântica e a Península Ibérica a Madrid e, progressivamente, à Europa Central, criando uma alterna va aos eixos tradicionais de cone vidade norte-sul.
"A Península Ibérica está a tornar-se um centro de conectividade internacional cada vez mais importante, impulsionado pelo invesmento em cabos submarinos, pelo crescimento dos centros de dados, pela nuvem e pela IA. O Venus foi concebido para apoiar esta evolução, criando novos corredores terrestres geograficamente diversificados em toda a Península Ibérica e, progressivamente, em direção à Europa Central", afirma o presidente executivo (CEO) da Asteo (empresa da Rurix), Pedro Abad, citado em comunicado.
"Esta parceria permitirá à Meo" tirar partido da sua rede de fibra para ligar "o novo centro de cabos submarinos no Porto ao ecossistema digital já estabelecido em Lisboa, incluindo as estações de aterragem de cabos na área e o nosso centro de interligação internacional em Linda-a-Velha", diz, por sua vez, Ana Carla Sousa, 'senior director' da Meo Wholesale Solutions.
A Asteo Red Neutra, empresa do grupo Rurix, é um operador grossista de infraestruturas de telecomunicações focado em redes FTTH (fibra até casa), infraestrutura passiva e serviços de conectividade de longa distância em Espanha.