Mercado automóvel chinês antevê pior ano desde 2021. Vendas caíram 20% até junho

Depois do recorde de vendas no ano passado, a indústria chinesa prepara-se para um corte agressivo nas vendas. A Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros antevê uma redução de 14%.
Carros elétricos da BYD em Suzhou, na China. Foto: AFP
Carros elétricos da BYD em Suzhou, na China. Foto: AFP
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O mercado automóvel chinês está a caminho do pior ano desde 2021. Depois dos recordes alcançados no ano passado, os números mais recentes mostram um corte acentuado.

A indústria automóvel tornou-se muito mais competitiva nos últimas anos. As fabricantes chinesas surgiram em grande plano, roubando espaço a concorrentes europeias, americanas e de outras economias, como o Japão. É que se focaram em desenvolver carros elétricos e híbridos, numa vertente low cost que fez muito sucesso. Estes permitem custos mais baixos no dia-a-dia, quando comparados com os automóveis movidos por um motor a combustão (gasóleo ou gasolina ficam mais caros, no final do mês).

No entanto, mais recentemente, até as marcas chinesas arriscam uma queda forte no volume de vendas.

De acordo com os dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, o conjunto das construtoras automóveis chinesas reduziu as projeções de crescimento de vendas em 2026 para -14%. A estimativa surge depois de os números caírem 20,2% no primeiro trimestre, revelou a mesma organização à estação norte-americana CNBC.

A perspetiva é de 20,4 milhões de unidades vendidas em 2026, depois dos 8,7 milhões da primeira metade do ano. O número significaria um corte significativo face aos 23,7 milhões do ano passado.

A redução da procura tem por base a subida do custo de vida e alterações aos subsídios que visam incentivar o consumo de energias renováveis. Ainda assim, as exportações aumentaram 82,3% em termos homólogos em junho (877 mil carros).

Em simultâneo, do lado da oferta, os custos de produção são elevados e reduzem as margens de lucro.

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