

A LMVH, dona da Louis Vuitton e líder do setor europeu do luxo, desvalorizou perto de 40% desde o início de 2026. A empresa francesa é parte de uma tendência maior de perda de valor... e a razão está na economia chinesa.
Desde o início do ano, as dez empresas mais valiosas do luxo europeu caíram em bolsa perto de 350 mil milhões de dólares (312,6 mil milhões de euros, ao câmbio atual), de acordo com as contas da agência Reuters. A LMVH é a principal protagonista deste caminho.
O grupo, que resulta das fusões dos grupos Moët & Chandon e Hennessy e, mais tarde, com a Louis Vuitton, passa por dificuldades de tal ordem que desvalorizou cerca de 40% desde janeiro. Mas não é caso isolado.
Entre as rivais, a Hermes segue pelo mesmo caminho (caiu 38%), ao passo que a Kering não fica longe (recuo de 30%). Estas são nada menos que as três maiores fabricantes europeias de artigos de luxo.
Se analisado o top-10 (às três empresas mencionadas, acrescem Richemont, Ferrari, EssilorLuxottica, Moncler, Burberry, Brunello Cucinelli e Christian Dior), fica evidente sobretudo o corte agressivo das vendas no mercado chinês, que outrora era muito maior.
Outrora representativa de 47% das vendas do setor (em 2019), a nacionalidade chinesa representou em 2025 não mais do que 26% do mercado (dados de um estudo sobre o mercado de luxo da Bain-Altagamma). Na origem estão as dificuldades económicas vividas na China, em linha com a desaceleração económica e fraco consumo interno registados nos últimos anos
Ao mesmo tempo, os americanos cresceram de 30% em 2019 para 43% em 2025. Os europeus também ganharam quota de mercado, de 24% para 31%.