

Os medicamentos para a perda de peso (caso do Ozempic, por exemplo) estão presentes no dia-a-dia de cada vez mais pessoas, ameaçando as marcas do retalho alimentar. Ao mesmo tempo, trazem efeitos secundários e é nesta vertente paralela que a Nestlé quer entrar em força.
A Novo Nordisk tem no mercado o Wegovy e o Ozempic, ao passo que a Eli Lilly conta com o Mounjaro e o Zepbound. Juntos, estes medicamentos fazem parte das rotinas de 16 milhões de norte-americanos, de acordo com uma análise da Boston Consulting Group, sendo certo que os números vão continuar a subir.
Significa isto que cada vez mais pessoas serão afetadas pelos efeitos secundários dos medicamentos. Assim, cria-se um mercado através da tentativa de contrariar estes efeitos — ou, pelo menos, é nisto que acreditam os responsáveis da Nestlé.
"É uma grande oportunidade para a nossa empresa", disse à Reuters Stefan Palzer, Chief Technology Officer da empresa. Assim sendo, a Nestlé está a usar Inteligência Artificial (IA) e outras tecnologias para analisar investigações científicas, de forma a conhecer melhor o que pode faltar no plano alimentar de quem consome aqueles medicamentos.
A perda de saúde muscular, hidratação e consumo de nutrientes formam parte dos problemas. Assim sendo, a Nestlé optou, a título de exemplo, por adicionar proteína de colagénio nos produtos da marca Vital Proteins, de forma a contrariar problemas de pele, cabelo e unhas, por norma ligados à perda de peso.