

A OpenAI prepara uma entrada em bolsa até ao final do ano e está a reforçar a aposta no mercado empresarial como forma de aumentar receitas e ganhar quota face à concorrência, avança esta quarta-feira, 18, a CNBC.
Fidji Cimo, responsável pela área de aplicações da empresa detentora do ChatGPT, disse numa reunião interna que a empresa está a “orientar agressivamente” a sua atividade para casos de uso de elevada produtividade no contexto empresarial.
A estratégia visa converter a vasta base de utilizadores — mais de 900 milhões de utilizadores ativos por semana — em clientes que consumam maior capacidade computacional, posicionando o ChatGPT como uma ferramenta de produtividade para empresas.
Fontes citadas pela CNBC apontam para um possível calendário da oferta pública inicial (IPO) no quarto trimestre, embora a data ainda possa mudar.
Fontes citadas pela CNBC apontam para um IPO (oferta pública inicial) no quarto trimestre, apesar de a data poder vir a ser alterada.
A OpenAI estará também a reforçar a equipa financeira com especialistas em relações com investidores, preparando, dessa forma, a operação.
Este posicionamento da OpenAI ocorre numa altura de crescente competição no segmento empresarial de IA (inteligência artificial), no qual rivais como a Google e a Anthropic procuram igualmente reforçar a sua presença — sendo que a Anthropic não exclui uma eventual entrada em bolsa.
Em dezembro, a empresa ativou um plano interno para melhorar o ChatGPT e responder à pressão competitiva, reduzindo investimentos em áreas como saúde, comércio eletrónico e publicidade.
A OpenAI reviu também as projeções de investimento em infraestruturas. Face aos 1,2 biliões de euros inicialmente apontados pelo CEO, Sam Altman, a empresa estima agora um investimento em capacidade computacional na ordem dos 520 milhões de euros até 2030.
Já a projeção de receitas aponta para 242 mil milhões de euros nesse horizonte, com contributos equilibrados entre os segmentos de consumo e empresarial.