OpenAI intensifica aposta no mercado empresarial para entrada em bolsa até ao final do ano

Fontes citadas pela CNBC apontam para um IPO (oferta pública inicial) no quarto trimestre, apesar de a data poder vir a ser alterada.
OpenAI intensifica aposta no mercado empresarial para entrada em bolsa até ao final do ano
EPA / Franck Robichon
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A OpenAI prepara uma entrada em bolsa até ao final do ano e está a reforçar a aposta no mercado empresarial como forma de aumentar receitas e ganhar quota face à concorrência, avança esta quarta-feira, 18, a CNBC.

Fidji Cimo, responsável pela área de aplicações da empresa detentora do ChatGPT, disse numa reunião interna que a empresa está a “orientar agressivamente” a sua atividade para casos de uso de elevada produtividade no contexto empresarial.

A estratégia visa converter a vasta base de utilizadores — mais de 900 milhões de utilizadores ativos por semana — em clientes que consumam maior capacidade computacional, posicionando o ChatGPT como uma ferramenta de produtividade para empresas.

Fontes citadas pela CNBC apontam para um possível calendário da oferta pública inicial (IPO) no quarto trimestre, embora a data ainda possa mudar.

Fontes citadas pela CNBC apontam para um IPO (oferta pública inicial) no quarto trimestre, apesar de a data poder vir a ser alterada.

A OpenAI estará também a reforçar a equipa financeira com especialistas em relações com investidores, preparando, dessa forma, a operação.

Este posicionamento da OpenAI ocorre numa altura de crescente competição no segmento empresarial de IA (inteligência artificial), no qual rivais como a Google e a Anthropic procuram igualmente reforçar a sua presença — sendo que a Anthropic não exclui uma eventual entrada em bolsa.

Em dezembro, a empresa ativou um plano interno para melhorar o ChatGPT e responder à pressão competitiva, reduzindo investimentos em áreas como saúde, comércio eletrónico e publicidade.

A OpenAI reviu também as projeções de investimento em infraestruturas. Face aos 1,2 biliões de euros inicialmente apontados pelo CEO, Sam Altman, a empresa estima agora um investimento em capacidade computacional na ordem dos 520 milhões de euros até 2030.

Já a projeção de receitas aponta para 242 mil milhões de euros nesse horizonte, com contributos equilibrados entre os segmentos de consumo e empresarial.

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