

Aproxima-se a Web Summit Lisboa e em foco no center stage (palco central) vai estar a tecnologia chinesa.
A previsão é de Paddy Cosgrave, CEO e fundador da Web Summit, que prestou declarações aos jornalistas. A organização é responsável pela Web Summit Rio, que decorre no Rio de Janeiro (Brasil) entre segunda e quinta-feira desta semana.
Os eventos contam com um grande número de startups, empresários, potenciais investidores e curiosos. Um dos grandes focos é, inevitavelmente, a Inteligência Artificial (IA). Ora, questionado pelo DN/DV sobre a Web Summit Lisboa, cuja 11ª edição está agendada para novembro, o responsável aponta os holofotes para aquilo que está a ser desenvolvido na China.
"A IA vai continuar a dominar [as atenções]", num contexto em que os modelos abertos chineses (open source models, na nomenclatura portuguesa) estão em franco crescimento. Cosgrave descreveu como "inacreditável" o facto de que a chinesa Deepseek ultrapassou a Open AI (ChatGPT) e Anthropic (Claude) em utilizadores empresariais nos EUA.
Os dados são da plataforma norte-americana Ramp e foram conhecidos esta semana.
Dito isto, "a importância dos modelos de linguagem chineses para o futuro da IA vai tomar o center stage", ou seja, o palco central - considerado o mais importante de entre os vários palcos do evento.
Lisboa como porta de entrada para brasileiros
"Quando começamos no Brasil, a expetativa em Portugal era que o número de brasileiros em Lisboa baixasse... mas aconteceu o oposto", recorda o responsável. Em causa está a ideia de que a economia portuguesa pode funcionar como via para chegar ao continente europeu.
"Os brasileiros perceberam que se querem uma oportunidade na Europa, Portugal está muito bem posicionado e a Web Summit é uma oportunidade incrível para empresas brasileiras ambiciosas", sublinha Paddy Cosgrave.
O Dinheiro Vivo viajou para o Rio de Janeiro a convite da Startup Portugal