PME dos concelhos afetados pelo mau tempo abrangidas por incentivos à inovação

Os incentivos podem contribuir para fortalecer "todas as empresas dos concelhos afetados" pelas depressões recentes, pode ler-se na portaria publicada em Diário da República.
Roda gigante caiu no Parque das Gaivotas, na Figueira da Foz, devido ao mau tempo
Roda gigante caiu no Parque das Gaivotas, na Figueira da Foz, devido ao mau tempoPAULO NOVAIS/LUSA
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As pequenas e médias empresas (PME) dos concelhos afetados pelo mau tempo que assolou Portugal estão abrangidas no sistema de incentivos para a inovação e competitividade, segundo clarifica uma portaria publicada esta sexta-feira, 27 de fevereiro, em Diário da República.

De acordo com o texto que antecede a portaria, o Governo salienta que, na sequência das sucessivas tempestades, inundações e cheias, registaram-se danos, interrupções da atividade e prejuízos relevantes para as empresas nas regiões mais afetadas, que devem assim poder aceder ao sistema de incentivos apelidado de "Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade".

Para o executivo, este sistema de incentivos, criado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, "pode contribuir com um apoio adicional que fortaleça todas as empresas dos concelhos afetados, proporcionando a capacidade, apesar da situação de calamidade ou contingência, para realizar novos investimentos em atividades inovadoras ou em processos de investigação e desenvolvimento".

Desta forma, esta portaria amplia o âmbito geográfico deste instrumento, nomeadamente da Linha ‘Reindustrializar’, para abranger as pequenas e médias empresas dos concelhos afetados, ou seja, naqueles onde foi declarada a situação de calamidade ou contingência.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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