O mercado português de escritórios flexíveis está em expansão, impulsionado pelo aumento do trabalho híbrido, pelo dinamismo empresarial e por uma tendência de descentralização, revela o relatório "Beyond the Office: Portugal’s Flexible Work Revolution" da Savills.Lisboa e Porto concentram hoje cerca de 150.000 m² e aproximadamente 20.000 postos de trabalho em coworking e flex offices, suportados por uma taxa de crescimento anual superior a 20% desde 2018. Entre 2024 e o primeiro semestre de 2025, em Lisboa, 40% das operações foram relocalizações, 27% expansões e 20% entradas de novas empresas.O estudo identifica pequenas e médias empresas — sobretudo dos sectores da tecnologia, media e telecomunicações — como principais motoras da procura, com 82% das transacções a envolver até 50 postos de trabalho, o que confirma a forte presença de equipas reduzidas e ágeis.Grandes empresas também estão a adotar modelos flexíveis para ganhar agilidade e reduzir compromissos de longo prazo. A procura tem vindo a integrar critérios ESG, bem‑estar e tecnologia, e o modelo flex permite evitar investimentos iniciais em obras e equipamento, preservando liquidez.Do ponto de vista financeiro, muitos contratos são tratados como serviços e não como passivos de arrendamento, o que pode melhorar rácios de endividamento e a avaliação de empresas em sectores de rápido crescimento, como tecnologia e gaming.Além de Lisboa e Porto, o relatório aponta para oportunidades em cidades como Braga e Aveiro. Com qualidade de vida, custos competitivos e um ecossistema empreendedor em crescimento, Portugal posiciona‑se como um mercado promissor para a próxima fase dos escritórios flexíveis, de acordo com o relatório..Mercado de escritórios: Porto acelera nos preços de venda enquanto Lisboa mantém estabilidade