Portugal tem 2.100 empresas gazela que impulsionam emprego e receitas, mas 25% apresentam risco elevado

Gazelas desempenham um papel relevante na economia: juntam hoje mais de 71 mil trabalhadores e em 2024 somaram um volume de negócios de 5.597 milhões de euros, um aumento de 37,7%, realça a Iberinform
Portugal tem 2.100 empresas gazela que impulsionam emprego e receitas, mas 25% apresentam risco elevado
Bruno Simões Castanheira / Global Imagens
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Portugal conta atualmente com 2.100 empresas gazela, revela o Insight View da Iberinform, filial da Crédito y Caución. Estas sociedades, com menos de cinco anos de existência, geraram pelo menos dez empregos e registaram um crescimento médio anual superior a 20% nos últimos três anos — seja em volume de negócios ou em número de empregados.

Embora representem uma pequena fração do tecido empresarial, as gazelas desempenham um papel relevante na economia: juntam hoje mais de 71 mil trabalhadores e em 2024 somaram um volume de negócios de 5.597 milhões de euros, um aumento de 37,7% face ao ano anterior, salienta o estudo. O número total de empresas gazela cresceu significativamente em relação a 2024, quando o registo era de 1.229 — um acréscimo de 871 empresas.

A concentração setorial destas empresas é elevada: Construção e Imobiliário corresponde a 25% das gazelas, seguido de Hotelaria e Restauração com 17,9% e Consultoria com 12,2% — três sectores que, em conjunto, representam 55,1% do total. No conjunto das 339 categorias da CAE onde operam, destacam‑se a construção de edifícios (15%) e os restaurantes tradicionais (10%); atividades de consultoria empresarial e de programação informática surgem com cerca de 3% cada.

Geograficamente, a maior parte das gazelas localiza‑se em Lisboa (32%) e Porto (18%), com Braga (9%), Setúbal (7%) e Faro (6%) a seguir. Quanto à forma jurídica, 53% optaram por sociedades por quotas, evidenciando preferência por estruturas com menor capital inicial exigido.

Contudo, o crescimento rápido nem sempre traduz solidez financeira. Dados da Iberinform apontam que 25% das empresas gazela apresentam um risco elevado de incumprimento, 29% têm risco médio e apenas 46% são classificadas como baixo risco. Em termos de dimensão, menos de 1% atingiu a categoria de grandes empresas e a maioria permanece no segmento de pequenas (60%) e 5% são médias empresas.

No agregado, as gazelas mostram‑se como motores de criação de emprego e de inovação, mas a exposição ao risco financeiro sublinha a necessidade de acompanhamento e políticas de apoio que reforcem a sustentabilidade do seu crescimento, destaca a Iberinform.

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Secretário de Estado realça ação das empresas "gazela" na economia portuguesa

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