

A easyJet anunciou esta quinta-feira, 21, prejuízos de 377 milhões de libras (cerca de 435,6 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal, um agravamento de 27% que a transportadora atribui em grande parte às consequências da guerra no Médio Oriente.
A companhia apontou o aumento dos preços dos combustíveis e a desaceleração das reservas como os fatores determinantes para o resultado negativo.
Apesar das perdas, as receitas cresceram 12%, para quatro mil milhões de libras (4,6 mil milhões de euros). A empresa sublinhou que, embora tenha registado “reservas de última hora sólidas”, o conflito, iniciado a 28 de fevereiro, reduziu a visibilidade sobre as reservas futuras e pressionou os custos operacionais.
A easyJet detalhou que a subida do preço do querosene implicou encargos extraordinários de 25 milhões de libras (28,8 milhões de euros) em março, sem que tivesse havido, contudo, rupturas no abastecimento de combustível. A administração avisou que o segundo semestre continuará a sentir efeitos do conflito, com reservas para o verão abaixo dos níveis do ano anterior.
O chief executive da easyJet, Kenton Jarvis, afirmou confiar na capacidade da empresa para recuperar do choque e prosseguir rumo às metas financeiras de médio prazo.
A transportadora destacou ainda um desempenho operacional robusto no semestre, com uma taxa de ocupação média de 90% — dois pontos percentuais acima do período homólogo — e o forte crescimento do ramo easyJet holidays, cujo número de clientes aumentou 22% face ao ano anterior.