Preços da energia impedem Europa de acompanhar o ritmo no desenvolvimento de IA

Os valores praticados duplicam aqueles que se registam nos EUA e são 50% superiores ao que se verifica na China. O impacto é acentuado, numa indústria que recorre de forma intensa a energia.
Preços da energia impedem Europa de acompanhar o ritmo no desenvolvimento de IA
Lusa
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Os preços da energia são particularmente altos na Europa. A situação deixa o Velho Continente atrasado no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA), face aos principais players.

EUA e China apresentam os maiores avanços na matéria e, para tal, beneficiam de custos energéticos inferiores ao que acontece na Europa. Este é um fator determinante, na medida em que os data centers, que suportam a Inteligência Artificial, consomem grandes quantidades de energia, pelo que os custos para as empresas são muito significativos.

Recorde-se que, de acordo com os dados da Autoridade Internacional para Data Centers (IDCA, na sigla em inglês), o setor consumiu, em 2025, 2% da eletricidade consumida em todo o mundo (acima de 1,7% registado no ano anterior).

Posto isto, neste momento os EUA e a China não apenas albergam os maiores data centers, como também são os dois líderes do setor. Para tal, muito contribuem os custos mais baixos na energia, já que esta tendência não surgiu com a guerra no Médio Oriente.

É que, no ano passado, a Europa viu os preços para indústrias de consumo intensivo de energia duplicarem, em média, os preços observados nos EUA. Simultaneamente, os custos foram 50% superiores ao que se verificou na China e Índia. As contas são da Agência Internacional de Energia (AIE).

Posto isto, a IA levanta, um pouco por todo o mundo, discussões sobre a eletrificação das economias, ainda mais com o choque energético recente que decorre do disparo no preço do petróleo. Outro tema que surge em paralelo diz respeito à soberania energética, em linha com a importância da segurança energética.

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