Preços dos CTT sobem hoje 6,20% em média e associação diz que impactam imprensa
Os preços dos CTT sobem a partir desta terça-feira, 3, em média 6,20% e a Associação Portuguesa de Imprensa defende a intervenção do Governo e da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) devido ao impacto económico no setor.
A atualização dos preços dos serviços postais dos CTT entra hoje em vigor, abrangendo quer o Serviço Postal Universal, quer os restantes serviços postais, incluindo serviços complementares e de correio publicitário.
Por exemplo, o serviço de correio normal nacional com peso até 20 gramas vai ter um aumento de quatro cêntimos, no âmbito do serviço universal postal.
A Associação Portuguesa de Imprensa considera que a atualização tarifária dos CTT "volta a penalizar a imprensa em papel, com aumentos superiores à inflação, contrariando compromissos públicos de defesa do jornal impresso".
De acordo com a informação transmitida pelos CTT, "esta atualização decorre do Convénio de Preços para o triénio 2026-2028, celebrado entre a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), a Direção-Geral do Consumidor e os CTT, e assenta na necessidade de mitigar os efeitos da inflação e da queda continuada do tráfego postal", refere a associação.
"No que respeita ao Correio Editorial, os CTT indicam aumentos de 5,5% para jornais e publicações periódicas de âmbito nacional e de 5,7% para envios internacionais, valores que, apesar de inferiores à média global do cabaz, representam um agravamento significativo dos custos de distribuição da imprensa em papel", referiu a Associação Portuguesa de Impresa, na semana passada.
Para a associação, "esta atualização tarifária é particularmente preocupante no atual contexto do setor".
Aliás, "nos últimos anos, os preços postais praticados pelos CTT têm registado aumentos sucessivos que, de forma consistente, superam a taxa de inflação registada em Portugal no mesmo período, agravando estruturalmente os encargos das empresas de comunicação social".
"Sem prejuízo do reconhecimento da importância do programa promocional Pack Editorial e do apoio concedido no âmbito do Acordo Editorial", a associação "entende que estas medidas não compensam o impacto acumulado das sucessivas atualizações dos preços postais".
Perante isto, a Associação Portuguesa de Imprensa vai expor esta situação junto do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, bem como junto da Anacom, "defendendo a necessidade de uma abordagem regulatória e política que assegure condições efetivas para a sobrevivência e continuidade da imprensa em papel em Portugal".

