

As viagens de avião vão ficar "significativamente" mais dispendiosas nas transportadoras aéreas europeias em 2027 e a escalada pode chegar aos 20%.
Quem o diz é Michael O'Leary, CEO da Ryanair, em declarações prestadas esta segunda-feira, 2 de novembro, à emissora norte-americana CNBC. "Estamos a perspetivar 2027, em que temos preços do petróleo muito mais altos... creio que vão traduzir-se em passagens aéreas mais caras", em particular na Europa, assinala.
De referir que a subida do preço do barril de petróleo pressiona a própria Ryanair — até por ser uma transportadora aérea de baixo custo —, assim como outras companhias (e empresas dos mais diversos setores de atividade). A companhia viu o lucro cair 15%, para 2,3 mil milhões de dólares no primeiro semestre fiscal (abril a setembro), sobretudo em resultado do disparo no preço do combustível de aviação (um derivado do petróleo).
Neste contexto, "acredito que veremos um aumento de 10%, talvez até 20%, nas passagens aéreas em toda a Europa no próximo ano”, diz o CEO da Ryanair. É que o barril de jet fuel custa hoje "170 dólares por barril", o que constitui "um aumento de custos muito significativo que todos enfrentaremos no próximo ano", alerta.
A guerra no Médio Oriente continua a pressionar o setor da aviação comercial (a par de outros), não apenas pela interdição do espaço aéreo naquela região do globo, como também pela redução de petróleo disponível no mercado, que resulta no disparo dos preços.